Da Redação
O Governo do Estado negou ser alvo na manhã desta quarta-feira (15) de operação da Polícia Civil na esteira das investigações da "Grampolândia Pantaneira" - sistema de escutas ilegais em Mato Grosso.
Por meio de nota, pontua que "o Governo de Mato Grosso esclarece que não foi cumprido nenhum mandado de busca e apreensão contra a Casa Civil, relacionado a fatos dessa gestão".
Pontua que "a Polícia Civil cumpriu mandados contra pessoas investigadas no caso conhecido como a Grampolândia Pantaneira, ocorrido em 2017".
Em 2017 a gestão do Estado sob comando de Pedro Taques foi foco de um dos maiores escândalos de escutas ilegais já conhecido.
No período, após denúncia à cargo do promotor de Justiça, e ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, foram grampeados ilegalmente centenas de pessoas - como políticos, empresários, jornalistas, médicos e membros do Judiciário - até onde se tem informações - além de servidores públicos.
Taques sempre negou ter conhecimento sobre o tema - mas esse ponto foi rebatido por Zaque, assinalando no período ter levado a conhecimento do então governador a ocorrência do sistema de escutas clandestinas - que teriam teriam sido utilizadas no período de campanha.
Esse escândalo "derrubou" do primeiro escalão o então secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.
No período, também foram presos alguns agentes públicos - mas sem conclusão do caso até agora e com pouca evolução.
Conforme assinala o Portal Folhamax hoje - em trecho de reportagem "porém, até o momento, apenas uma ação que tramitou na Vara Militar teve conclusão. Nela, o único condenado foi o ex-comandante geral da PM, Zaqueu Barbosa, que "rebaixou" de patente. O cabo Gérson Correa recebeu o "perdão judicia" por colaborar com as investigações e ajudar a desvendar o esquema. As investigações da Polícia Civil ficaram suspensas por mais de um ano porque o STJ (Superior Tribunal de Justiça) avocou todas os inquéritos referente ao caso para apurar eventual participação do então governador Pedro Taques, que detinha foro na corte superior. Contudo, com o fim do mandato dele, o caso retornou para a PJC em 2019".

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