Por Laura Braga e Flávia Said/Portal Metrópoles
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou, na manhã deste domingo de Páscoa (9/4), em Bacabal, no Maranhão. O petista fez um sobrevoo na região do Mearim, fortemente atingida por chuvas e enchentes. Alguns municípios estão em situação de emergências em razão da temporada de chuvas que está intensa no estado e afeta diretamente mais de 35 mil famílias, das quais 7,7 mil estão desabrigadas ou desalojadas.
Pelas redes sociais pouco antes do embarque, o presidente escreveu que “o governo federal está trabalhando ao lado de prefeituras e do governo estadual para atender e auxiliar os atingidos”. Ao menos seis pessoas morreram em decorrência dos danos causados pela chuva.
Lula sobrevoou as regiões atingidas de Trizidela do Vale e Pedreira, acompanhado do governador do estado, Carlos Brandão (PSB). Em seguida, Lula se reuniu com prefeitos e autoridades locais. Após o encontro ele fará um pronunciamento à imprensa e retorna à Brasília, com previsão de chegada às 13h.
Integram a comitiva presidencial os ministros das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta. Maranhense e ex-governador do estado, o ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, já estava no local para ajudar a coordenar a ajuda federal.
Chuvas e enchentes
Segundo o balanço mais recente, 64 municípios maranhenses decretaram emergência e alguns estão isolados devido a pontes derrubadas e acessos inundados.
O governo federal já havia enviado R$ 12 milhões para auxiliar estado e prefeituras no socorro aos atingidos.
Viagem à China
Lula deve voltar a Brasília ainda no domingo. Na segunda (10/4), ele participa de evento alusivo aos 100 dias de governo e na terça (11/4) embarca para viagem oficial à China.
A viagem de Lula ao país asiático — o maior parceiro comercial do Brasil — estava marcada para março, mas ele foi acometido por uma pneumonia e teve que adiar a ida. Naquela semana, Lula havia feito diversas viagens nacionais (foram três estados em três dias: Paraíba, Pernambuco e Rio de Janeiro).
Auxiliares e a primeira-dama Janja defenderam que o presidente, que tem 77 anos, diminuísse o ritmo de agendas a fim de preservar sua saúde.

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