Da Redação
"Estão com BO no CPF deles, pois o Ibama foi lá e multou um cidadão que tem 20 hectares ou 30 hectares, aplicando uma multa de 2 milhões ou 3 milhões. Não vai pagar! Ele vai continuar na clandestinidade. O Governo tem que ter esta visão de que nós também temos que ter boas políticas para atender a esse cidadão. Caso contrário, desestimula", disparou o senador Jayme Campos (União-MT).
A análise de Campos - em relação à maioria absoluta dos assentados - na opinião dele - ocorreu no contexto em que apresentou projeto de lei que prioriza a destinação dos recursos de fundos ambientais climáticos para projetos e iniciativas da bioeconomia.
O PL 1162/23, segundo ele, integra o esforço político de oferecer alternativas para que a Amazônia e o Pantanal, que estão sendo tão castigados nos últimos tempos, saiam dessa crise de forma rápida, segura e sustentável.
“É fundamental promover a inclusão social e a geração de emprego e de renda para os brasileiros e brasileiras que residam nessas localidades, especialmente para os mato-grossenses. E isso só será possível na medida em que nós viabilizarmos e conseguirmos destravar a bioeconomia em curto prazo”, disse.
Ao apresentar o projeto, Jayme Campos contextualizou a situação das pessoas que habitam a região e que, segundo ele, padecem com a falta de incentivos. Ele discorda dos dados sobre os desmatamentos, classificando como “às vezes muito inverídico”. Ele enfatizou a dinâmica que ocorre na região e que leva muitas vezes pessoas que retomam a produção serem considerados desmatadores.
Para Jayme Campos, enquanto não se fizer a regulação fundiária no Brasil – “pegar a dedo e fazer os investimentos, o cidadão vai para a clandestinidade”.
Bioeconomia
Por outro lado, o senador mato-grossense afirmou que a bioeconomia tem elevado potencial para alavancar negócios, contribuir para a preservação e proteção da floresta e de sua biodiversidade, além de fomentar atividades econômicas de desenvolvimento sustentável em todos os estados amazônicos. Segundo ele, são inúmeros os benefícios sociais e ambientais da adoção desse tipo de modelo de integração regional.
“Eu sinto que o cidadão mais humilde precisa ter uma política diferenciada, pois o agro vai indo muito bem, o agro está ‘bombando’, com todo mundo tranquilo, faturando bem, com a soja, o milho... Agora, nós temos que olhar para o mais humilde”, cravou.
Com informações Assessoria
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