Da Redação - FocoCidade
A liberação do FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações), da ordem aproximada de R$ 450 milhões, já é dada como certa pelo atual Governo para "2019", perfazendo a piora considerável da situação de extremo aperto nos cofres públicos que atinge em cheio o pagamento de salários do funcionalismo, além do 13º.
Conforme reportagem nesta sexta-feira (21) de A Gazeta, assinada pelo jornalista Pablo Rodrigo, "o governo do Estado não conseguiu efetuar o pagamento até a quinta-feira (20) do 13º salário dos servidores públicos que fazem aniversário nos meses de novembro e dezembro e dos comissionados" - o que resulta em reunião nesta sexta-feira (21) no Palácio Paiaguás, buscando vias para efetivar a quitação até o dia 28.
Na quinta-feira, em reunião de análise de resultados do planejamento do Estado, o governador Pedro Taques (PSDB) pontuou análise sobre a perspectiva de recebimento do FEX - admitindo que os recursos só devem ser liberados a partir de janeiro.
“A maioria da equipe é formada por servidores efetivos e isto contribuiu também para que houvesse um trabalho contínuo na secretaria. A chegada do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), em janeiro, dará um novo folego à administração executiva”, disse o governador.
No encontro, foi assinalado que "a PEC do Teto de Gastos impacta diretamente na contenção de gastos na administração do Estado. A proposta foi aprovada após votação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e promulgada no dia 23 de novembro de 2017. O regime de recuperação fiscal e a seguridade social do estado de Mato Grosso vão vigorar por cinco anos".
Nesse cenário, o governador eleito Mauro Mendes (DEM) deve discutir com a futura equipe econômica os reflexos do atual quadro orçamentário e financeiro - que soa como desafio ao Executivo em 2019. Recentemente, Mendes considerou que o pagamento do salário dos servidores deve continuar em sistema de escalonamento por período ainda indefinido.
As ações elaboradas pelo novo Governo, prevendo cortes/fusão em secretarias e cargos comissionados, só devem surtir efeito no caixa estadual ao longo do primeiro ano de mandato. O governador eleito também acentua a necessidade de colaboração dos Poderes Constituídos e órgãos para a economia do Estado - e estuda novas medidas para fluxo de caixa - como fortes estratégias no combate à sonegação fiscal.

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