Paulo Lemos
Nada é total, nada é permanente, tudo é a soma das partes, das passagens, do provisório, em constante movimento e mudança. Porém, todos temos alguns entulhos, ou muitos, dentro de si.
É preciso um honesto e destemido mergulho nos recônditos mais íntimos e protegidos pelos nossos mecanismos de defesa, até chegar no subconsciente ou inconsciente, produtos de nossa história, nossas experiências, funcionais ou disfuncionais.
É como prefiro tratar, ao invés de fazer juízo moral de bom ou mau, certo ou errado, pois entraria ingredientes diversos, política, religião, cultura, entre outros. Nesse proceder de autoconhecimento saímos do autoengano, primeiro passo após rendição, para de lutar e gastar energia desnecessária, bem como de admissão, da realidade como ela é, sem idealização para menos ou mais.
A tomada de consciência pode influenciar nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos. Para isso precisamos de humildade para se predispor e ação para reforma pretendida.
Aquilo que estiver fora do nosso alcance, eis que controle não temos sobre nada, tampouco ninguém, simplesmente nos cabe aceitar. E aceitação, porém, não é algo estático, demanda perdão e gratidão, dar tempo ao tempo, uma vez que o que não se pode resolver, resolvido está.
Então, aconteça o quê acontecer, está tudo certo.
Paulo Lemos é advogado - e uma das principais referências de atuação na defesa dos Direitos Humanos.

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