Por Manoela Alcântara/Portal Metrópoles
Cidadãos brasileiros conseguiram deixar a escola onde estavam abrigados e chegar a Khan Younes, no sul da Faixa de Gaza, neste sábado (14/10). O governo federal do Brasil contratou um ônibus para fazer o transporte do grupo até a fronteira com o Egito e aguarda a liberação pela passagem de Rafah para o país africano.
Havia previsão de que os 19 brasileiros — 11 crianças, cinco mulheres e três homens — embarcassem para o Egito por volta das 12h, no horário local (6h em Brasília), mas a viagem foi cancelada. Agora, eles esperam pelo aval para fazer a passagem.
Sem a segurança necessária para percorrer o trajeto, o grupo foi hospedado no prédio de uma família brasileira que mora na região, a cerca de 10 quilômetros do país vizinho. Por volta das 14h (8h no Brasil), ainda não havia liberação para conclusão da viagem.
O embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, afirmou que o caminho será curto e deve durar cerca de duas horas. “Comunicamos à Defesa de Israel sobre o nosso ônibus: trajeto, placa, lista de passageiros. Tudo para evitar que ele seja bombardeado e possa fazer esse trajeto em segurança”, enfatizou.
O plano, segundo Candeas, era de que o ônibus já tivesse partido para Rafah. Contudo, a fronteira chegou a ser fechada, e a viagem foi suspensa por Israel. “Os brasileiros ficaram muito apreensivos. Reunidas todas as condições adversas, a decisão foi por retirar nosso pessoal da escola e colocar nessa cidade de Khan Younes, que é muito mais segura que Gaza. Uma família abriga os brasileiros”, completou o embaixador.
Ainda não há prazo para saída do ônibus rumo ao Egito. No total, 28 pessoas — 22 brasileiros, três imigrantes palestinos e três parentes palestinos — pediram para deixar a região no coletivo.
“Propusemos que os brasileiros saíssem e fossem levados a um aeroporto, em uma localidade muito próxima da fronteira, onde um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) estará esperando”, disse Vieira, em entrevista coletiva a jornalistas após reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).
Corredor humanitário
Após o encontro do Conselho de Segurança das ONU, Vieira condenou a violência do conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas. Além disso, fez um apelo para abertura de um “corredor humanitário” que permitisse a saída de civis.
“Após pedido de membros do Conselho de Segurança, o Brasil continuará a trabalhar com todas as delegações, visando uma posição unificada para a situação”, completou o ministro.
O Brasil, que preside temporariamente o conselho, vai se esforçar para evitar uma “catástrofe humanitária”, segundo o chanceler. “O objetivo imediato é claro e urgente: prevenir mais derramamento de sangue, a perda de vidas e tentar garantir acesso humanitário urgente para as áreas mais atingidas”, enfatizou.
Saída de civis
Diante da iminente invasão das tropas de Israel sobre a Faixa de Gaza, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Avichay Adraee, anunciou que a população palestina terá até as 16h do horário local para deixar a área. Além disso, anunciou rotas, pelo sul do território, para saída dos civis.
“Gostaria de informar que o FDI permitirá a circulação nas ruas indicadas, sem qualquer prejuízo, entre as 10h e as 16h [4h e 10h, em Brasília]. Para sua segurança, aproveite o pouco tempo para se deslocar para o sul, de Beit Hanoun a Khan Yunis”, escreveu Adraee em uma rede social.
Além disso, o porta-voz afirmou: “Se você se preocupa consigo mesmo e os seus entes queridos, vá para o sul, conforme as instruções. […] Os residentes da praia e oeste de Olive também poderão circular pelas ruas Daldul e Al-Sana, em direção às ruas Salah Al-Din e Al-Bahr”.

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