Alfredo da Mota Menezes
Há uma nova movimentação de defensores do Centro Histórico de Cuiabá para fazer novo levantamento pormenorizado da situação daquele patrimônio histórico para apresentar aos candidatos a prefeito na eleição na capital no ano que vem. Afirmam antecipadamente que a situação é crítica, que nada foi feito ainda para minorar os problemas daquele importante lugar da cidade.
Não muito tempo atrás, foi mostrado um trabalho feito nessa direção, incluindo levantamento do Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, que descrevia a situação dos casarões dali. Falou-se à época que se tinha 400 imóveis no Centro Histórico e que 80 estavam precisando de reformas.
A dedução é que nada foi feito do que foi levantado e levado para a administração municipal. Parece que o assunto não foi em frente e volta-se outra vez a mais um levantamento. Ou, se alguma coisa foi feito, que mostrassem para a população. Não é recuperar um casarão e mostrar somente isso. Teria que ser algo mais robusto.
Essa ideia de levar o estudo para os candidatos a prefeitos na eleição de 2024 é que é a correta, não somente para o prefeito eleito. Este assunto tem que entrar no debate eleitoral. Para que, aquele que ganhar, já chegasse ao mandato sob o olhar da sociedade para ver se vai ou não cumprir aquilo que prometera em campanha.
Se palpite ou sugestão valer, por que não buscar informações sobre o que foi feito na recuperação do Centro Histórico de cidades como Recife. Salvador e São Luís do Maranhão? Acrescentar isso ao levantamento que vão levar aos candidatos.
O que fizeram nesses lugares? Com que recursos? Somente do município ou foram buscar também em outros lugares? Tiveram dinheiro do PAC cidades históricas em Brasília? Houve participação da inciativa privada? Teve dinheiro do exterior? É que se fala que Portugal teria recursos para ajudar nisso.
Enfim, apresentar ao candidato a prefeito tudo pronto para que o eleito possa levantar fundos públicos ou de outros lugares para recuperar o Centro Histórico.
Têm mais problemas pelo meio do caminho. Um dos mais citados seria a questão das heranças e de disputas em inventários de família. Um tema delicado. Como outros lugares enfrentaram e resolveram esse assunto também? Quem sabe se pode ter informações uteis à realidade local.
Veja o caso peculiar de Recife. Foi para o Centro Histórico dali empresas das áreas de tecnologia e inovação. Uma alternativa inteligente. Aqui uma vez foi dito que iria para o Centro Histórico uma ou mais Faculdades. Seria alternativa interessante, mas também não se teve resultado nenhum.
Seria útil colocar mesmo o assunto no debate da eleição para prefeito. Ali bater o bombo. Mostrar para a população fotos, documentário, conversas com especialistas e donos de casarões. Montar uma estrutura para mostrar o que é realmente o Centro Histórico e a necessidade vital de sua recuperação e revitalização. Criaria uma pressão popular sobre o prefeito eleito. O assunto tem que entrar no debate eleitoral de 2024 na capital.
Alfredo da Mota Menezes é professor, escritor e analista político.
E-mail: pox@terra.com.br
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