Alfredo da Mota Menezes
Apareceram zumbidos contra a reeleição. Fato na política brasileira que começou em 1997, no governo FHC, para presidente, governadores e prefeitos. Uma das alegações é que o país praticamente para de dois em dois anos por causa de eleições: uma para prefeitos e outra para governadores e presidente.
Uma das sugestões é que fosse uma só eleição para todos os cargos executivos e com um mandato de cinco anos. Seria tudo junto. Diferente de hoje, como no caso de eleição para prefeitos em 2024 e para governadores e presidente em 2026. Economizaria dinheiro e não atrapalharia outras andanças do país, dos municípios e estados que são alteradas por causa de nova eleição.
Não tendo reeleição para o Executivo, como ficaria o Legislativo? Continuariam os vereadores, deputados e senadores sendo reeleitos? Ou teria limitação de tempo para cargos legislativos? Uma proposta dessa não teria chance de prosperar num Congresso que tem gente que vive ali quase eternamente. É uma conversa longa essa de acabar com reeleição, mais uma do converseiro político.
Outra. Será que, na eleição do ano que vem para prefeitos, o PT de Mato Grosso, aproveitando o Lula na presidência, elege prefeitos no estado? Hoje, nos 141 municípios do estado, não se tem um só prefeito do PT. No passado elegeu alguém que logo foi para outro partido.
A politica nacional está polarizada entre esquerda e direita, depois do Bolsonaro, e talvez, com Lula na presidência, o PT estadual consiga eleger prefeitos em alguns municípios do estado.
A maioria do eleitorado em MT é mais conservador na política, é só ver a votação de Bolsonaro na eleição. Mas o PT e o Lula, na eleição que passou e outras, sempre teve algo como 30% dos votos. Um percentual que, em tese, daria para o PT ter alguns prefeitos eleitos em 2024.
Dos atuais prefeitos pelo estado, 88 deles estão em primeiro mandato e podem disputar reeleição. Prefeitos de municípios maiores como, Cuiabá, Sorriso, Primavera do Leste e Rondonópolis não podem disputar mais reeleição.
Falando em prefeitos parece que vai ter uma disputa interessante para a presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios desta vez. Neurilan Fraga, ex-prefeito de Nortelândia, está no comando da Associação desde 2014, com quatro mandatos.
Outro candidato é o prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin. Nome novo neste jogo entre prefeitos. A eleição é em outubro e se tem 129 prefeituras credenciadas para votar em um dos dois nomes.
Os dois candidatos estão fazendo, principalmente pela mídia social, suas manifestações em busca de ser eleito. É até bom a disputa, ficar sem disputar eleição numa entidade de prefeitos, que é feito de eleições constantes, é até esquisito.
Eae, como dizia o cuiabano mais antigo, já escolheu seu candidato a prefeito para 2024? Não param as discussões em certas rodas sobre esse assunto. Na capital, nomes aparecem a toda hora. Fala-se em Stoppa, Eduardo Botelho, Fabio Garcia, Abílio Brunini, Chico 2000, Janaina Riva, Ludio Cabral. Quanto mais perto da eleição mais nomes aparecerão.
Alfredo da Mota Menezes é professor, escritor e analista político.
E-mail: pox@terra.com.br

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