Da Redação
"Mato Grosso atualmente é o campeão em cobrança de impostos, os produtores estão pagando duas vezes para ter o mesmo serviço, o Fethab e o pedágio. E se atentem, porque essa lei do Fethab II encerra-se agora no final de dezembro e estão todos calados no Palácio Paiaguás, por que será", disparou a candidata ao governo, Marcia Pinheiro, durante entrevista no jornal MT1- da TV Centro América - TVCA, nesta segunda-feira (12).
Ela acentuou as críticas sobre a atual gestão do Estado, pontuando que "os produtores rurais de Mato Grosso devem ficar atentos sobre a continuação da taxa do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab-II), que vigorará até 31 de dezembro de 2022".
A candidata classificou como "mau uso do Fethab" - destinado para aplicação em construção e manutenção de rodovias e habitação, assinalando que "vem ocorrendo desvio de finalidade".
No discurso que ataca a administração do Estado, disse que "além do pagamento deste imposto, os produtores também são obrigados a pagarem pedágios em rodovias estaduais".
"Esse novo Fethab implantado por Mauro Mendes recolhe taxas calculadas sobre produtos exportados, como a soja, algodão, milho e carne e madeira. O milho não fazia parte do rol de produtos taxados. Na época, o agro se manifestou, reclamou, fez projeções do quanto a medida prejudicava o setor, mas de nada adiantou, o governador não dialogou, só encaminhou para a Assembleia Legislativa aprovar. O cereal foi taxado e alguns produtos, como a madeira, tiveram a alíquota aumentada. É um absurdo tudo isso."
Pontuou ainda que "o Fethab foi criado em 2000 com o objetivo de melhorar a logística do estado do Mato Grosso, conforme a Lei n° 7.263, de 27 de março de 2000 - Fundo de Transporte e Habitação destina-se a financiar o planejamento, execução, acompanhamento e avaliação de obras e serviços de transportes, habitação, bem como o desenvolvimento da agricultura e pecuária”.
Por fim, acrescentou: "mesmo contribuindo com o Fethab há 22 anos, o agro mato-grossense se depara com estradas de terra, com pavimentação deteriorada. Um exemplo é a precariedade na MT 020. Se estivesse 100% pavimentado e com o trecho em condições de tráfego seguro encurtaria trecho da região leste para o os eixos de escoamento no sul do estado. Em março, a Sinfra, respondendo à imprensa da região, disse que pavimentação no trecho que ainda resta chão da MT-020, que liga Canarana a Paranatinga, será totalmente refeita, tanto na parte pavimentada (deteriorada) como na parte de chão. Previsão de entregar a obra ainda em 2022. Ou seja, esses produtores do leste, pagam o Fethab há 20 anos e seguem sem uma rota confiável, e mais econômica para escoar a produção".
Com Assessoria

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