Da Redação
Sem avanços nas negociações acerca do movimento grevista na Educação, trabalhadores da rede estadual iniciam nesta terça-feira (25) série de atos em mobilizações que seguem até o dia 1º de julho - quando será realizada assembleia geral. O alerta é do Sintep-MT, considerando que "os profissionais da educação da rede estadual deliberaram pela continuidade da greve, por tempo indeterminado".
A expectativa dos trabalhadores da Educação - em greve, é de que até o início do próximo mês o Governo pontue uma contraproposta.
O Sintep destaca que "há quase 30 dias de greve, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) aguarda proposta do governo para o cumprimento da Lei 510/2013. Outro ponto que requer postura do governo é o pagamento imediato dos salários referente ao corte de ponto dos trabalhadores".
Ressalta em comunicado que "a categoria insiste em apresentação de propostas que avancem na pauta, inclusive com caminhos já apontados pelo próprio sindicato, com solução para a falta de recursos do governo. E mais, continuam aguardando a audiência de conciliação determinada pelo Tribunal de Justiça. Paralelamente, darão continuidade nas ações junto à Assembleia Legislativa para construção de uma proposta alternativa com mediação dos deputados; e ainda cobram a atuação do Ministério Público Estadual na mediação".
Afirma ainda que "aguardamos que nesta terça-feira (25.06), durante reunião agendada pelo Governo, na Secretaria de Gestão e Planejamento, às 15 horas, possa ser apresentada uma proposta que avance na negociação”, como destacou o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.
Na Assembleia Legislativa, grupo de deputados tenta encontrar ponto de solução sobre o movimento grevista, mas ainda sem sinalização por parte do Executivo.
No Palácio Paiaguás, no comando do governador Mauro Mendes (DEM), o entendimento é de que o cenário não foi alterado, ou seja, o Estado continua impedido de atender a pauta de reivindicações da categoria tomando como base dois pontos fundamentais: falta de fluxo financeiro nos cofres de Mato Grosso e "barreira" legal - leia-se a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estadual.
O Estado reconhece avanços na arrecadação se comparado ao mesmo período do ano passado - mas em contrapartida, ressalta o vertiginoso crescimento da folha do funcionalismo.
Recente balanço do Governo assinalou enfraquecimento do movimento grevista, com mais 50 escolas que abandonaram a greve. O Estado tem ainda a seu favor o poder para cortar o ponto de grevistas - validado pela Justiça.

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