Da Redação
Governador Mauro Mendes (DEM) avisou hoje (14), ao participar de ato de inauguração da UPA-24h Cristo Rei, em Várzea Grande, que o cenário de crise na economia persiste, e que se o quadro não avançar no contexto da arrecadação, novas medidas "duras" serão anunciadas.
"Estamos tomando medidas silenciosas. Não sou do tipo que gosta de tomar medidas espetaculosas, estamos fazendo medidas importantes de cortes de gastos, de despesa, tanto que já é perceptível em muitos setores que o Governo já melhora o seu desempenho. Mesmo pegando restos a pagar (quase R$ 4 bilhões), mas acompanhando a economia brasileira, e já existe sinal claro de que o PIB está em franco declínio esse ano, e se isso se confirmar como vem se confirmando nos primeiros meses, isso vai afetar profundamente a arrecadação. Se entra menos dinheiro, temos que cortar mais despesas", alertou.
O chefe do Executivo estadual considerou ainda a seara de "desaquecimento" da economia no país, e graves reflexos aos estados e municípios.
"A economia de maneira geral está se mostrando muito instável, com desaquecimento e isso preocupa todos nós. O Brasil, ele já vive alguns anos de baixo crescimento econômico. Tivemos uma profunda crise no ano de 2015 e também 2016 e essa dificuldade em reencontrar o caminho do crescimento para a geração de emprego pode trazer mais preocupações, problemas. No governo também diminui e isso poderá trazer mais problemas a todos nós", assinalou Mendes.
Olha, não adianta espernear não gente. Não adianta fazer protesto. O que temos que fazer é trabalhar, com seriedade, aprovar reformas.
Sobre eventuais protestos de descontentes com as medidas do Estado, o governador avisou que "não adianta fazer protesto" e que é preciso trabalhar. Acentuou ainda que o Estado gasta mal e que para não avançar sobre o bolso do cidadão, é preciso cortar despesas.
"Olha, não adianta espernear não gente. Não adianta fazer protesto. O que temos que fazer é trabalhar, com seriedade, aprovar reformas. Espero que o Legislativo aprove a Reforma da Previdência, ou esse país acorda, porque o Estado brasileiro, seja a União, os municípios ou o Governo, nós não produzimos riqueza. Quem produz riqueza é o cidadão. Se o Estado brasileiro continuar gastando mal, gastando muito, cada vez mais vamos avançar no bolso do cidadão e tomar dinheiro das empresas e gastar mal. Temos que fazer com que o Estado seja mais eficiente e pare de gastar naquilo que não produz resultado, para que efetivamente possa devolver serviços melhores à sociedade."

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