Da Redação - FocoCidade
Em entrevista ao canal Globo News, nesta terça-feira (22), o governador Mauro Mendes (DEM) reconheceu a crise financeira, os obstáculos como a dívida do Estado junto ao Governo Federal, mas fez questão de assinalar que "o problema de Mato Grosso é o crescimento das despesas com a folha de pessoal, somado ao déficit da previdência social".
"Nós não temos dívida grande com a União, diferente de outros estados. O problema é a elevação do gasto com pessoal e previdência social. A receita é de R$ 19 bilhões (2019) e dívida (com a União) é menor que R$ 10 bilhões - e não é esse o pilar da crise, exatamente o crescimento das despesas com pessoal e déficit da previdência. A receita cresceu 43%, entretanto a despesa com pessoal cresceu 75%, então houve desequilíbrio".
Auditorias
Questionado sobre a promessa no período de campanha de não gastar dinheiro do Estado com a realização de auditorias, Mendes respondeu que "a função de fazer auditorias que é do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, e como chefe do Executivo, tenho a prerrogativa de analisar contratos, e se houver algo errado, tomar medidas cabíveis", avisou.
Destacou o Decreto de Calamidade Financeira do Estado como via importante para resgatar a dinâmica eficaz dos cofres públicos. "A realidade é mais difícil do que tínhamos conseguido perceber durante a transição e chegamos à conclusão da decretação do Estado de Calamidade Financeira. Estamso fazendo um esforço fiscal gigante, para reduzir despesas - 24 para 15 secretarias, demissão de 3 mil cargos comissionados - corte de gastos como passagens - para prestar o mínimo de serviços públicos à população. Elevar a arrecadação combatendo a sonegação".
Novo Fethab
Mendes acentuou a meta de aprovar o novo Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), considerando os efeitos da Lei kandir - que desonera de pagamento de ICMS produtos exportados - gerando perda anual a MT em torno de R$ 6 bilhões.
"Estão em andamento projetos como o fundo que arrecada do agro - e que deve elevar algo em torno de R$ 600 milhões a mais na arrecadação" - somando cerca de R$ 1,5 bilhão/ano a ser arrecadado.
Condição para contribuir
O chefe do Executivo estadual também considerou a "capacidade" do agro vir a contribuir mais à receita estadual. "Mato Grosso é o maior produtor de commodities agrícolas - com capacidade para dobrar a produção, sendo uma política estratégica. Produzimos e preservamos e a economia privada vai bem, e como a exportação é desonerada pela Lei kandir, então se o presidente Jair Bolsonaro fizer um programa que colabore com a logística, vai colaborar".

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