Ex-governador diz que aliado deve adotar medidas impopulares e taxar grandes produtores do agronegócio
Um dos políticos mais experientes de Mato Grosso que inclui em sua trajetória política ter sido prefeito de Várzea Grande, governador, Senador da República e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Júlio Campos acredita que a gestão do governador eleito Mauro Mendes (DEM) a ser iniciada a partir de hoje, 1º de janeiro de 2019, tende a caminhar para resultados positivos somente após o terceiro ano de gestão.
Na avaliação de Campos, os dois primeiros anos serão tomadas medidas de austeridade para garantir o equilíbrio das contas públicas e permitir ao Estado a retomada da capacidade de investimentos, notadamente em setores essenciais a administração pública como educação, saúde e segurança pública.
No entanto, para combater o déficit púbico de aproximadamente R$ 1,5 bilhão, valor correspondente a quantia que falta em caixa e é herança do Governo Pedro Taques (PSDB), Júlio Campos avalia que medidas impopulares deverão ser tomadas.
“Particulamente, tenho muito entusiasmo pelo mandato do governador eleito Mauro Mendes que já se mostrou competente no Executivo enquanto foi prefeito de Cuiabá. Com uma boa base de apoio dos partidos políticos tem tudo para deslanchar. Porém, sabemos que a situação financeira é muito dramática e naturalmente medidas impopulares serão tomadas. Isso inclui pagamentos envolvendo o funcionalismo, fornecedores e alternativas para aumentar a arrecadação”, disse.
Júlio Campos defende que o governador eleito Mauro Mendes patrocine uma ampla judicialização da cobrança de impostos sonegados. Ao mesmo tempo, defende que seja avaliada a cobrança de taxa aos grandes produtores do agronegócio para o caixa do Estado ser fortalecido.
“A situação financeira é muito dramática, só tem o caminho de cobrar quem não está pagando e cobrar os grandes do agronegócio como grandes multinacionais que não auxiliam com nada mesmo instaladas em Mato Grosso há décadas”, observa.
Questionado a respeito da escolha do empresário Mauro Carvalho para a chefia da Casa Civil, Júlio Campos acredita que, mesmo sem experiência em cargos públicos, Carvalho pode apresentar bons resultados no cargo.
“O cargo de chefe da Casa Civil é de extrema confiança do governador e o Mauro Mendes decidiu escolhê-lo em um ato que remete a confiança, lealdade e sabedoria. Ele poder ter habilidade suficiente para liderar um diálogo amplo, é genro do Gabriel Novis Neves e tem boa relação e proximidade com o ministro Blairo Maggi”, concluiu.

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