Da Redação - FocoCidade
O governador Pedro Taques (PSDB), candidato à reeleição, se reuniu com juízes da diretoria e membros da Associação dos Magistrados de Mato Grosso (Amam), além de representantes dos servidores do Poder Judiciário, na sede da Amam, na quinta-feira (27). A Amam já se reuniu com outros candidatos ao Governo, como Wellington Fagundes (PR) e Mauro Mendes (DEM).
Taques apresentou ao público, de forma detalhada, a situação orçamentária e financeira de Mato Grosso, as ações que resultaram na economia de R$ 1 bilhão em custeio, e as medidas adotadas para assegurar a folha de pagamento dos servidores e respectivos reajustes anuais.
“Foi uma crise histórica, um mandato de sacrifícios para todos os governadores, diante da situação econômica. A Copa do Mundo em Cuiabá foi um erro e gerou dívidas dolarizadas, obras inacabadas. Levamos três anos para tirar a empresa que estava com a obra da Salgadeira, levamos o mesmo tempo para mudar a empresa que fez a trincheira do Santa Rosa que sequer tinha projeto. A mesma empresa que pegou os COTs do Pari, UFMT, Córrego 8 de Abril e Aeroporto, é a mesma que pegou três escolas técnicas estaduais e a ZPE de Cáceres, entrou em recuperação judicial. Mergulharam no preço para ganhar a obra só para ter aditivos ao contrato. Foi uma situação difícil, mas que enfrentamos com muita responsabilidade”.
O governador avalia que a tendência de Mato Grosso é de recuperação econômica, o que vem sendo apontado por veículos nacionais importantes. A Emenda Constitucional do Teto, que limita os gastos do Governo do Estado à inflação do ano anterior, é uma das soluções, segundo ele, "não a curto a prazo, a partir de 1º de janeiro de 2019, mas os efeitos dela vão levar uns anos a mais da próxima gestão que farão a diferença e sobrar recursos para investimentos que a sociedade espera".
Previdência estadual
De acordo com Taques, um dos desafios que o governo precisa encarar é a previdência dos servidores públicos. Ele disse que em 2014 foram retirados R$ 400 milhões da Fonte 100 para bancar os aposentados e pensionistas estaduais e em 2017 foram R$ 968 milhões. “Em 10 anos, os aposentados e pensionistas vão ficar sem salário. Algo precisa ser feito e urgente”.
Ele disse ainda que a alternativa seria a entrada dos servidores dos outros poderes para a base do MT Prev, contudo, "há resistência, que pode ser boa ao Poder Executivo, mas não seria interessante do ponto de vista do Poder Judiciário, por exemplo".
Ele justificou que o Governo de Mato Grosso iniciou tratativas com o Banco Mundial para comprar a dívida dolarizada com o Bank of America, realizada pelo governo de Silval Barbosa, sem colocar “trava” no dólar. Na época em que o contrato foi celebrado, o dólar estava na casa dos R$ 2 e agora está beirado R$ 5, o que acabou sendo mais oneroso aos cofres estaduais. Outra discussão é que o Banco Mundial faça aporte de recursos para “estancar a sangria” na previdência estadual.
“Financiar isso, a previdência do Estado. A negociação está caminhando, existe algumas cláusulas que são muito duras ao Estado, mas nós precisamos avaliar e buscar o melhor caminho, pois algo precisa ser feito a respeito da previdência. Daqui uns anos muitos não vão conseguir receber suas aposentadorias. Essa situação vem se arrastando há décadas e está ficando insustentável”, discursou.
Com Assessoria

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