Da Redação - FocoCidade
O elo entre o DEM e o MDB podem ter conseqüências negativas, mas num campo mínimo relativo aos eleitores que remontam ao período do “insucesso” das eleições de 1998. O fato de a eventual composição entre as duas legendas vir a ocorrer nas proporcionais, não deve afetar o projeto da chapa majoritária.
A avaliação é do jornalista e analista político, Onofre Ribeiro, que discorre sobre outros aspectos pontuais sobre o pleito geral de 2018, devendo ser marcado por discursos de ataques e longe do plano de propostas além de estratégia do governador Pedro Taques do “eu contra todos”.
“Essa coligação do MDB com o DEM, na verdade ela é só nos proporcionais, ela não afeta o majoritário. Porém, a memória que o eleitor tem de 1998 é muito forte ainda, porque naquele momento se tinha dois inimigos tradicionalíssimos que era o Bezerra e o Júlio, vinham de direções opostas, era muito antigo, o Júlio na Arena e o Bezerra no PMDB que eram rivais absolutos. O MDB contra a ditadura e a Arena era o partido da ditadura. Então quando juntou os dois, não deu química. E o Dante levou aquela eleição como todo mundo sabe. Então o que tem a ver com tudo isso hoje. A Eleição é só no proporcional, ponto um. O imaginário popular entende que o DEM e o MDB se juntaram, ou seja, Jayme, Júlio e Bezerra. Essa é a história e não pega o Mauro não. Pega só o Jayme, Júlio e Bezerra”, assinala.
Onofre Ribeiro considera a “vaga memória” comum e a prevalência de um novo quadro de eleitores. “O eleitor de hoje não é mais aquele de 98, são exatamente 20 anos que se passaram. O eleitor de agora, grande massa, tem vaga memória que um dia tal coisa aconteceu. E os que tem a memória viva, eleitor daquele tempo, é minoria e já não são mais os formadores da opinião eleitoral no Estado”.
Rejeição do governador
“Outro ponto interessante, o governador Pedro Taques vinha de um governo desgastado, com alta rejeição, ele tava sem discurso porque ele não conseguiu ao longo da gestão emplacar nem como realizador de obras e nem como um bom gestor de finanças. Ele está nessa linha do desgaste aí. E vai tentar durante a campanha mostrar o seu governo, o que ele fez, isso talvez não convencesse o eleitor.”
Campanha do “eu contra todos”
“Agora, na hora em que a coligação se dá, ele vai dizer que foi uma coligação do desespero, de todos que se afastaram do governo dele e se uniram contra ele. Vai ser a campanha do eu contra todos. Eu Pedro Taques contra todos. Eu sou “He-man”, eu sou “Shazzan” o herói, eu sou o cara. Ele criou esse discurso e esse discurso, na polarização entre ele e o Mauro vai gerar uma eleição de muita violência verbal. Porque Pedro Taques é agressivo, Jayme é agressivo, Mauro é muito agressivo.”
Saldo da eleição
“Então o que vamos ter lá na frente de saldo da eleição, conduta da eleição, é muita agressividade, muito falatório e provavelmente não vai sobrar tempo quase nenhum para falar de propostas. Então é uma eleição que vai cada vez mais diminuir o tamanho dos partidos, dos políticos e não vai somar para o eleitor que está buscando esperanças, buscando uma renovação da política, então a coligação não vai ajudar.”

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