Da Redação - FocoCidade
A crise interna no PSD parece ter sido atenuada com a decisão de deputados de permanecer na sigla. Mas a posição dos parlamentares de referendar apoio ao projeto de reeleição do governador Pedro Taques (PSDB), sinaliza a continuidade dos debates acalorados com o presidente estadual, Carlos Fávaro, que acentua a independência do partido e renunciou ao cargo de vice-governador.
Nesta quinta-feira (5), a bancada do PSD na Assembleia Legislativa comunicou que todos irão permanecer no partido e continuar apoiando o mandato do governador Pedro Taques.
A permanência foi anunciada em entrevista coletiva à imprensa realizada no gabinete do deputado estadual Gilmar Fabris. Ainda participaram os deputados estaduais Pedro Satélite, Ondanir Bortolini, o Nininho, e Wagner Ramos.
Embora não tenha participado da coletiva de imprensa, o deputado estadual José Domingos Fraga também permanece no PSD.
O líder do PSD no Legislativo, deputado estadual Gilmar Fabris, disse que respeita a decisão de Fávaro em desligar-se da vice-governadoria para concorrer ao Senado.
Porém, não vê motivos para o PSD romper em definitivo com o governo do Estado diante da postura dos parlamentares em apoiar o governador Pedro Taques desde o primeiro ano de mandato.
“Nós manteremos o apoio a governabilidade, mas não significa que iremos dizer amém a todas os projetos. Naquilo que for necessário, faremos as pontuações necessárias. Agora, não tenho dúvida que um rompimento agora não faria sentido algum”, disse.
Fabris ainda ressaltou a lealdade de Fávaro que sempre pregou respeito ao governador Pedro Taques e jamais pediu aos parlamentares qualquer interferência para prejudicar os trabalhos do Executivo.
“Em todas as conversas que mantive com Fávaro enquanto vice-governador, foi solicitado lealdade e transparência na relação com o Executivo”.
O parlamentar ainda acredita que Fávaro pode ser candidato ao Senado numa chapa que tenha o atual governador Pedro Taques como candidato à reeleição ao Palácio Paiaguás.
“É uma aliança perfeitamente viável pela boa relação do PSD com o PSDB consolidada nos últimos anos”.
O deputado estadual Pedro Satélite disse que pesou na decisão da bancada permanecer no PSD o grupo político já formado visando às eleições de outubro.
“Estamos com bases eleitorais consolidadas e a mudança repentina de partido comprometeria o projeto eleitoral”.
O deputado Wagner Ramos disse que só não permanece no PSD como já trabalha para ampliar o quadro de filiados do partido. “Estamos dialogando para acrescentar dois prefeitos ao PSD. Permaneço no partido com o propósito de ampliar a sua força política junto a militância”, concluiu. (Com assessoria)
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