Da Redação - FocoCidade
Ex-presidente do Colégio de Ouvidorias Públicas do Brasil, o advogado Paulo Lemos confirmou filiação ao Partido Pátria Livre (PPL). A adesão ocorreu no dia 31 de março, pontuando projeto de disputar vaga à Câmara Federal.
Lemos foi chamado diretamente por dirigentes nacionais, a exemplo de Pedro Campos, sobrinho de Cláudio Campos, que foi secretário-geral do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), durante o regime militar, que precedeu, com um conjunto de outras forças políticas, o advento do PPL.
Em Mato Grosso, Lemos foi recebido por Adalberto Ferreira, quadro histórico do MR8 e agora do PPL, autor intelectual do programa do partido, assinalando "não haver como continuar governando com o agronegócio sem mexer nesse relacionamento, sob pena do Estado ficar em crise permanente, até para pagar salários dos seus servidores".
Lemos destaca a decisão ao considerar "tratar-se-á de um movimento quase natural, tranquilo e coerente", em seguida arremata falando que "eu próprio fui da juventude do MR8, ou seja, da JR8, no período da faculdade, inclusive quando fui dirigente do DCE, da UEE e da UNE, pelo coletivo Mutirão".
Ressalta pela leitura do Estatuto e do Programa, "ser um partido democrático e popular, novo e sem mácula; existe espaço para construir uma candidatura como a nossa, sem amarras, autônoma e independente".
Paulo Lemos atuou na Defensoria Pública, enquanto Ouvidor e em outras frentes também, como recentemente foi o caso dos CONSEG'S. É considerado um polêmico articulista de opinião, invariavelmente colocando o dedo na ferida, como no evento dos "grampos" e na situação dos "auxílio-moradias".
Anteriormente, foi filiado ao PMDB, PDT e PSB, no qual foi dirigente estadual de formação política, entretanto renunciou ao cargo e pediu desfiliação alegando que "não vinha concordando com atitudes e decisões da sigla, à época presidida pelo deputado federal Valtenir Pereira (PSB)".
Lemos destacou que terá algumas prioridades em sua plataforma, ao afirmar que "não fará uma campanha pautada no clientelismo e patrimonialismo, do toma-lá-dá-cá e/ou da confusão entre o público e o privado".
No eixo central, acentua que irá propor "outro modelo de desenvolvimento sócio-econômico, pois o que está aí é quase nada inclusivo e não distributivo, com uma matriz pouco diversificada, beneficiando poucos, em detrimento de muitos, tendo um ou dois segmentos e um ou dois grupos com o domínio da economia regional". Assevera, todavia, que "isso não pode ser tratado de forma leviana, oportunista e demagógica, sendo que precisa ser debatido com a sociedade e aprofundado com a sabedoria popular, primeira e principal interessada no assunto".
Defesas
Na saúde, Lemos defende "a questão do atendimento e tratamento na área da saúde mental, tanto para os transtornos afetivos e outros, quanto para os casos de adicção em álcool e drogas, desde os casos ambulatoriais, até os de internação, garantindo mais CAPS, com equipe completa e também para cidades com menos de 20mil habitantes; e leitos próprios, mesmo em hospitais gerais, para internações visando à recuperação de crises e surtos oriundos de alguma psicopatologia ou à desintoxicação de álcool e drogas, por até no mínimo 30 dias".
Na educação, promete "construção e implementação de mais creches, escolas em tempo integral e escolas técnicas, primeiro, para ter onde essas crianças e adolescentes ficarem, aprendendo e se divertindo, com tempo de qualidade e seguros, enquanto os pais trabalham para prover o sustento da família; segundo, evitando que os adolescentes fiquem à mercê do tráfico de drogas, de armas e até de pessoas, culminando em prostituição e trabalho forçado, quando não em crimes contra o patrimônio; por fim, para que possam qualificar-se ao mercado, antes mesmo de fazer uma faculdade, assegurando trabalho e renda, repito, afastando-os do que não presta".
Na segurança pública, considera "a inclusão de um terceiro princípio em seu planejamento estratégico, para além dos dois únicos e exclusivos da 'integração' e 'regionalização', qual seja, o da participação social, calibrando melhor as ações de inteligência e operações especiais, democratizando a relação Estado e cidadão comum".
Quanto à participação social, na política de segurança pública, como sendo ato e negócio inato ao princípio republicano, fala com experiência já que foi "chefe de gabinete na Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso (SESP/MT), na gestão do então secretário Mauro Zaque." Na ocasião, Lemos foi responsável por organizar e coordenar o "I Fórum de Segurança Pública e Participação Social de Cuiabá e da Baixada".
O advogado é totalmente contrário à tentativa do Estado em querer aparelhar e amordaçar os CONSEG'S, visto que alega "serem entidades do terceiro setor, da sociedade civil, de natureza privada, sob o funcionamento das quais a SESP/MT não tem de meter a colher."
Na linha de sua bandeira pontua os direitos dos servidores. "Sou a favor da esmagadora maioria dos servidores, como do aumento do piso salarial dos professores, policiais militares e enfermeiros, entre outras carreiras, bem como do pagamento do RGA de todos". Contudo, "contra regalias e privilégios de algumas castas cheias de penduricalhos como o famigerado auxílio-moradia."
Na plataforma 2018, Lemos que é advogado especialista em direito político e público, considera ainda o foco no cumprimento à risca da legislação, avisando que "será um colaborador da Justiça Eleitoral ao apoiar os instrumentos de fiscalização para a segurança da lisura e transparência do pleito". (Com assessoria)
Hiran Melo disse:
02 de AbrilUm homem de caráter e muita capacidade. Com certeza é um nome bem diferente para a sociedade avaliar. Acredito que este pleito é uma grande oportunidade que eleitores vão ter pra mudar nossos representantes na política. Sonho com o dia em que os critérios para escolha de um candidato, sejam pautados na capacidade, qualidade, vocação e idoneidade. Sucesso!!
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