Por Junio Silva/Portal Metrópoles
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um novo recuo em sua guerra tarifária, nesta sexta-feira (14/11), e assinou ordem executiva que reduz as tarifas impostas por ele sobre produtos agrícolas.
A decisão, divulgada pela Casa Branca, contempla diretamente produtos exportados pelo Brasil, como café, carne bovina e frutas, a exemplo do açaí, que ainda estavam taxados em 50% pelos EUA.
De acordo com o governo norte-americano, a medida tem efeito retroativo e passou a valer a partir das 00h01 dessa quinta-feira (13/11).
Na ordem executiva, Trump justifica a decisão dizendo que recebeu “informações e recomendações adicionais de diversas autoridades”.
“Após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por essas autoridades, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda interna atual por certos produtos e a capacidade interna atual de produção de certos produtos, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca imposta pelo Decreto Executivo 14257”, afirma Trump no documento.
Desde o início do tarifaço de Trump, diversos recuos já aconteceram. Um deles ocorreu em 30 de julho, um dia antes das alíquotas norte-americanas entrarem em vigor. À época, o republicano assinou uma ordem que deixou cerca de 700 produtos brasileiros isentos da taxa.
Negociação com o Brasil
Ainda não está claro se a redução das tarifas é resultado direto das negociações entre Brasil e EUA. A medida, no entanto, surge um dia após a reunião entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.
Os dois diplomatas se reuniram nos EUA, nessa quinta, para discutir resoluções sobre o tarifaço. Após o encontro, Vieira afirmou que uma “proposta geral” para tratar das alíquotas havia sido entregue ao representante norte-americano.
A reunião bilateral entre os chefes das diplomacias de Brasil e EUA aconteceu após dois encontros entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. No último deles, ocorrido na Malásia, no final de outubro, os líderes abriram as portas para negociações comerciais entre os dois países.
Além disso, a redução da tarifa, especialmente no caso da carne, coincide com uma investigação contra frigoríficos dos EUA, determinada por Trump na semana passada, devido ao aumento nos preços do produto no país.


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