Da Redação - FocoCidade
O Estado busca respaldo à proposta do Fundo de Estabilização Fiscal, pontuando negativas e também respaldo às mudanças. Se empresários do comércio se posicionam contrários ao novo fundo, por outro lado, as movimentações no Palácio Paiaguás também asseguram apoio de outros segmentos.
É o que ficou conferido na sexta-feira (23), quando o governador Pedro Taques (PSDB) apresentou os dados financeiros do Estado e o projeto do Fundo de Estabilização, que ainda está sendo elaborado, em conjunto a vários segmentos da economia mato-grossense.
Assim, a Associação dos Comerciantes de Materiais para Construção (Acomac) e o Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção, Elétrica, Hidráulica, Louças, Tintas, Ferragens e Vidraçaria (Sindcomac) decidiram aderir à implantação do Fundo de Estabilização Fiscal, apoiando o projeto do Governo de Mato Grosso.
Para o presidente da Acomac, Gustavo Nascimento, a medida é realmente necessária, diante do quadro econômico em que o Estado se encontra. “Somos um segmento parceiro e queremos ver este Estado se desenvolvendo. Portanto, aderimos a esta ideia do Fundo de Estabilização para que, juntos, consigamos de fato colocar o Estado nos trilhos e ver esse desenvolvimento”, disse.
Ainda segundo Nascimento, a Associação e o Sindicato comunicarão a todos os associados e lojas nos próximos dias. “Antes de vir aqui, tínhamos ouvido vários empresários do Estado e já comunicamos a eles que nosso posicionamento eria favorável a esta parceria com o Estado”, afirmou Gustavo.
Sindipetróleo
Dando continuidade aos diálogos com os segmentos da sociedade civil organizada, que começaram há algumas semanas, o governador Pedro Taques também recebeu os membros do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo) e Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Sindmat), na sexta.
Os representantes também conheceram o cenário econômico do estado e ouviram sugestões do Governo, tirando dúvidas sobre a implantação do Fundo de Estabilização. Com o Sindipetróleo, o debate continuará nos próximos dias.
O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, explicou que o Governo do Estado tem sido democrático em relação ao tema e garante que nada será feito sem o consenso com todos os setores.
“Estamos dialogando com todos os setores e negociando o menor impacto possível. Para que o Estado consiga sair dessa situação difícil para o fluxo de caixa e que não tenhamos problemas também em relação a sociedade, estamos chamando os setores para que eles ofereçam sua contrapartida em benefício do Estado e que todos saiam ganhando no final”, disse o secretário.
Outras reuniões
Taques tem mantido diálogo com vários setores para que a criação e implantação do Fundo de Estabilização Fiscal possam ser levadas adiante. Esta semana, nos dias 20 e 22 de fevereiro, empresários do setor agropecuário tiveram acesso às contas do governo e conheceram a proposta do Fundo.
Durante a apresentação do fechamento do exercício de janeiro, por exemplo, ficou claro que a receita vem crescendo, mas mesmo assim o Estado não tem fluxo de caixa. Os recursos são divididos entre os municípios, percentuais garantidos em lei, entre eles do ICMS e Fundeb e ainda aos Poderes e servidores, cujos aumentos foram concedidos por outros governos e que obrigam o cumprimento.
“Está claro que o Estado segue em uma situação delicada e vamos analisar juntos cada proposta. Vamos discutir com cada setor envolvido antes de enviar o projeto do Fundo para a Assembleia Legislativa e não mandaremos aos deputados enquanto todos não estiverem de acordo”, garantiu o governador. (Com assessoria)

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