Da Redação - FocoCidade
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Cuiabá, nesta quarta-feira (27), em mais uma fase da Operação Ararath que investiga crimes de desvio de dinheiro público em Mato Grosso.
A operação da PF atinge advogados, como o cunhado do deputado preso, Gilmar Fabris, Ocimar Campos e ainda Ricardo Spinelli, que integra a defesa do ex-secretário de Estado, Eder Moraes.
As delações da família Barbosa, do ex-governador Silval Barbosa servem de base para a operação.
As residências dos dois advogados são alvo de busca a apreensão.
A determinação para a operação da PF partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, sob interpretação de que os advogados podem ter contribuído para a suposta “fuga” de Fabris no dia da deflagração da Operação Malebolge, da Polícia Federal que realizou busca e apreensão em gabinetes de deputados estaduais, e que teve como alvo também o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB).
Isso porque os advogados Ocimar Campos e Ricardo Spinelli teriam se reunido com Fabris na data da operação, depois de ele deixar seu apartamento em Cuiabá, antes de a PF chegar. Fabris que havia se dirigido para Rondonópolis, com ordem de prisão na ocasião, se apresentou na sede da PF acompanhado de advogados.
“Neste contexto, concluiu a procuradoria-geral da República (...) que Ricardo Saldanha Spinelli guardou consigo e auxiliou na ocultação dos documentos subtraídos de sua residência por Gilmar Fabris’ e que, da mesma forma (...) Ocimar Carneiro de Campos integrou a empreitada criminosa, ao auxiliar Gilmar Fabris a ocultar documentos que interessam a investigação criminal”, assinala a decisão.
“O pedido formulado pelo procurador-geral da República para em face dos investigados Ricardo Saldanha Spinelli e Ocimar Carneiro de Campos, autorizar a quebra de inviolabilidade de que trata o inciso II, do artigo 7º da Lei nº 8906/94, bem com o cumprimento de mandado de busca e apreensão com a finalidade de apreender e ter acesso a qualquer documentos, mídias, e outras provas encontradas que gorem relacionadas aos crimes de associação criminosa, embaraçamento de investigação, de delito que envolva organização criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção assina e peculato, apurados no contexto da Operação Ararath”, pontua trecho da decisão.
Mais informações em instantes.

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