Diante dos escândalos sucessivos de corrupção no país e no Estado de Mato Grosso, leia-se a delação “monstruosa” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a sociedade pede “seriedade”. Essa seriedade também pode ser a resposta para pontos polêmicos da reforma política, como a criação do fundo especial de financiamento de campanha, e em modelo pautado “na contribuição fiscalizada” dos que integram os partidos.
A alternativa é assinalada pelo professor e analista político, João Edison. “Partido político tem que ser algo sério. Para alguém pertencer a um partido terá que comungar com a filosofia do partido, terá que acreditar na ideologia deste partido, e se assim for os filiados entenderão que para este partido crescer terão que fazer ele grande e para tanto um fundo partidário deverá nascer da contribuição dos que acreditam nele, (as igrejas cresceram com dízimos), e aí quem usa e vive deste partido deveria pagar mais, (os eleitos, o indicados nos cargos públicos)”, destaca.
Partido político tem que ser algo sério.
A fidelidade à agremiação poderia, na avaliação de João Edison, se transformar em instrumento balizador de uma nova dinâmica de ações por meio do comprometimento direto dos filiados.
“Com isso, acredito que facilitaria a fidelidade e o combate à corrupção. E as pessoas pensariam mais antes de filiarem alguém ou deixar a sigla para ir para outra. Isso seguindo os moldes empresariais”.
Contrário ao financiamento público
“Sou contra o financiamento público de campanha. Não sou contra a doação privada para o partido, sou contra a doação para o candidato. Quem deve fazer a distribuição é o partido de acordo com critérios universais, e pagar imposto de tudo que arrecada, e de tudo que distribui.”

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