Do Portal Congresso em Foco
O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, senador Efraim Filho (União-PB), anunciou na terça-feira (21) que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, prevista para acontecer na mesma reunião, foi novamente adiada, com expectativa de acontecer somente em novembro. De acordo com o parlamentar, o adiamento foi fruto de um novo pedido do governo.
A aprovação da LDO de 2026 enfrenta mais de quatro meses de atraso, devendo regimentalmente ter sido votada em meados de julho. Efraim Filho relatou ter levado ao governo a sua insatisfação com a demora para a votação. "Nós temos insistido no alerta de que os prazos estão ficando absolutamente exíguos para que se possa cumprir aquilo que é o ideal de votar o orçamento ainda esse ano. Até porque nós já viemos de um orçamento atrasado, (...), que só veio a ser sancionado em abril, e isso traz prejuízos para todos".
A LDO define metas, prioridades, regras e limites de despesas para o orçamento anual, funcionando como uma espécie de "manual de instruções" da sua elaboração. Sua votação estava prevista anteriormente para o dia 16, quando havia expectativa de aprovação da medida provisória 1303/2025, que continha um pacote de instrumentos de arrecadação que seriam utilizados pelo governo para atingir a meta fiscal de 2026.
Antes da data prevista para a votação da LDO, a Câmara dos Deputados derrubou a medida, abrindo uma lacuna de ao menos R$ 40 bilhões para o cumprimento do arcabouço fiscal. Para atingir a meta, o governo precisa escolher entre apresentar uma nova proposta de arrecadação, contrariando a posição majoritária do Congresso, ou implementar um novo pacote de cortes e congelamentos de despesas, com risco de prejudicar programas sociais em pleno ano de campanha eleitoral.
Com a demora na votação da LDO, também ficam atrasados os debates sobre o próprio orçamento. Se a discussão ultrapassar o final do ano, o Executivo será obrigado a limitar suas despesas até que a peça orçamentária seja aprovada, congelando novos programas e obras de infraestrutura. "É ruim para o governo, é ruim para o Congresso e é pior para o Brasil", apontou Efraim Filho.
Pontos de consenso
O senador afirmou ter chegado a um acordo junto ao governo e à presidência do Congresso para que seja construído um cronograma para impedir que a discussão da LDO ultrapasse o mês de novembro.
Ele acrescentou que há um consenso junto ao Executivo de que o caminho mais eficaz para se chegar a um texto compatível com o arcabouço fiscal e com condições de aprovação é pela via do corte de despesas. "O governo entendeu que tem projetos de lei de corte de gastos que podem e devem ser priorizados, e a gente espera que essa definição aconteça essa semana ou até mesmo hoje", declarou.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
PC: homem é preso acusado de ameaçar ex-mulher e familiares
Sancionada lei que proíbe descontos em benefícios do INSS
Atraso de cirurgia de idosa: TJ condena plano de saúde
EUA x Venezuela: os limites entre o direito à guerra e o combate ao crime organizado
Urna eletrônica: entenda como o equipamento transformou o processo eleitoral brasileiro
Estado destaca obras de novos Hospitais Regionais em MT
Autismo Visível
Patentes farmacêuticas não são certificados de segurança sanitária
Ministério lança edital para formar agentes populares de saúde
Interior: Polícia Militar mira faccionados acusados de homicídios