Nelson Piccoli
Pela segunda vez na história – a primeira foi em 2012 -, a Organização das Nações Unidas (ONU) dedica um ano inteiro ao cooperativismo. Em 2025 as cooperativas estarão no centro das atenções no mundo inteiro graças a mais esta homenagem da instituição, que desta forma reconhece a relevância de um sistema que está em pleno crescimento e tem como objetivo o desenvolvimento socioeconômico sustentável das comunidades.
Essa vocação está muito bem representada no tema do Ano Internacional das Cooperativas (IYC 2025): "Cooperativas Constroem um Mundo Melhor". A iniciativa ressalta a relevância das coops no combate à pobreza, na promoção de trabalho decente e no crescimento econômico sustentável.
Hoje existem no mundo 3 milhões de cooperativas que reúnem mais de 1 bilhão de cooperados e geram mais de 280 milhões de postos de trabalho. Elas são responsáveis por uma movimentação financeira que gira na casa dos US$ 2,2 trilhões. Juntas, as 300 maiores cooperativas do mundo seriam a 11ª maior economia mundial, ultrapassando, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2024, países como Rússia, Coreia do Sul e México.
No Brasil, que hoje figura como a 10ª maior economia mundial, o cooperativismo também é uma grande força. Dados do Anuário do Cooperativismo 2024 (que trazem números referentes a 2023) mostram que o setor, representado por 4.509 cooperativas, chegou a R$ 1,16 trilhão em ativos e R$ 692 bilhões em ingressos. Já em Mato Grosso chegamos a 182 cooperativas com 1,38 milhão de cooperados e 13,5 milhão de empregados, que geraram no período R$ 40,1 bilhões em ingressos com um ativo total de R$ 70,4 bilhões.
Em todos os índices houve aumento em relação ao período anterior e, em 2025, com o advento do Ano Internacional das Cooperativas, as projeções são as melhores possíveis. A ONU recomendará que os governos de seus países membros, principalmente os em desenvolvimento, apoiem as cooperativas para ampliar sua capacidade de gerar trabalho, reduzir a pobreza e a fome, garantir acesso a serviços financeiros, moradia digna e educação.
Além disso, mais pessoas conhecerão o coop, o que deve ajudá-lo a crescer ainda mais. As ações previstas pela ONU incluem ainda promoção do acesso à tecnologia da informação e a modelos de gestão eficiente para as cooperativas.
No âmbito do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), que representa mais de 4 mil coops, o período será marcado por iniciativas que reforcem o papel das cooperativas na inclusão econômica, na justiça social e na gestão ambiental. Além disso, materiais e conteúdos estarão disponíveis para fortalecer o engajamento das cooperativas no Brasil ao longo de 2025.
Nelson Piccoli é presidente do Sistema OCB/MT.

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