• Cuiabá, 18 de Junho - 00:00:00

Secretaria da Mulher cita caráter emergencial e anuncia medidas contra aumento de feminicídios


Da Redação

O aumento de casos de feminicídios foi ponto de debates, sob a Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá - anunciando novas medidas para conter a onda de crimes que soa como desafio para autoridades. 

Mesmo com as leis vigentes - leia-se a Lei Maria da Penha, que trata sobre a punição numa tentativa de barrar a violência doméstica contra a mulher - o "sentimento" parece ser de impunidade.   

Mato Grosso é um dos estados com maior taxa de feminicídios do país.

Secretaria da Mulher

Assim, a prefeitura pontua que "em conjunto com outras 13 instituições da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica, promoveu a Mesa Redonda para debater medidas contra o feminicídio".

A gestão informa:

O encontro aconteceu na última sexta-feira (7), no auditório da sede da pasta, em caráter emergencial devido aos últimos feminicídios que repercutiram na imprensa nas últimas semanas.

Conforme a secretária adjunta da Mulher, Elis Prates, existe uma necessidade de repensar as políticas e atuações das instituições públicas em virtude do aumento da violência de gênero.

“Nós tivemos um final de semana atípico em Mato Grosso, com muita violência contra a mulher e, nós da secretaria, tivemos a iniciativa de chamar toda a rede para um debate sobre quais ações estamos tomando e onde está a nossa fragilidade no sentido de coibir esse número crescente de feminicídios”, pontuou.

Entre as pautas abordadas, a conscientização da sociedade foi um consenso no sentido de promover mudanças comportamentais e culturais.

Foram mais de 50 ações realizadas pela secretaria no ano de 2023, que alcançaram direta e indiretamente mais de sete mil pessoas em iniciativas como rodas de conversa, palestras, blitzes, entre outras ações pertinentes ao enfrentamento e prevenção à violência de gênero.

“O que faz realmente a diferença é a ação preventiva, que passa pela informação. Muitas vezes, essa mulher não se reconhece como vítima. Ela se culpa pela violência que sofreu. Ela precisa dessas informações para, quando se reconhecer como vítima, buscar ajuda”, frisou Gileade Pereira Souza Maia, promotora de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Entre as entidades presentes estiveram o Ministério Público Estadual, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público, o Conselho Estadual da Mulher, o Conselho Estadual da Igualdade Racial, a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Defensoria Pública, a Universidade Federal de Mato Grosso, entre outras.

 

Com Secom




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