Alfredo da Mota Menezes
Os dois maiores colégios eleitorais do estado, Cuiabá e Várzea Grande, como é natural, despertam mais atenção nessa eleição para prefeitos e vereadores.
Em Várzea Grande surgiu uma polêmica dentro do grupo político que tem comando da prefeitura local. Um ex-prefeito dali disse que o caminho para a cidade seria privatizar o serviço de água. Que somente a inciativa privada teria recursos suficientes para resolver este assunto definitivamente. É a primeira vez que gente desse grupo fala em privatização desse setor.
O prefeito Kalil Baracat se posicionou contra essa privatização ou concessão para a inciativa privada. Que a prefeitura pode solucionar esse problema.
É aceito que o sistema de água e esgoto de Várzea Grande deve ir para a inciativa privada, mas isso não vai ocorrer num ano de eleição municipal. O grupo no poder ali não iria concordar que isso fosse feito este ano e já tão perto da eleição. Levar esse assunto para o palanque seria complicado num ano eleitoral.
A privatização deve vir em outro momento, é a opinião geral. Agora seria perder votos, pois ali acostumaram o eleitor com caminhões pipas ou outras maneiras de agradar o votante local.
Outra fala também colocou mais lenha no debate para a eleição deste ano naquele municipio. Alguém do lado político do atual prefeito falou que a candidata do PL, Flávia Moretti, não teria tamanho eleitoral suficiente para enfrentar o grupo no poder em Várzea Grande. A candidata rebateu dizendo que a tática local é, quando se teme alguma candidatura, procurar desconstrui-la. Uma tática que vem de muitos anos.
Quando lá atrás saíram candidaturas estranhas ao grupo no poder, como Murilo Domingos, Walace Guimarães, Tião da Zaele apareciam pancadas para desconstruir nomes e candidaturas. Teve momento que alguém não era eleito ou reeleito, mas não se sabe se foi a desconstrução da candidatura ou porque o candidato não emplacou mesmo suas ideias e atitudes.
Atravessando a ponte, em Cuiabá os fatos mostram que a Federação Brasil da Esperança deve ter mesmo Lúdio Cabral como candidato. Roberto Stopa, em fala recente, mostra isso ao dizer que se vai obedecer as pesquisas quantitativas, qualitativas, também o tamanho da rejeição de nomes na disputa. Aceitar ainda quem aglutina mais e o tamanho do suporte de Brasília. É uma indicação de que o nome é o do Lúdio do PT.
Abílio Brunini não tem mostrado preocupação com a candidatura do Lúdio até agora. Seu foco é o Botelho. Na mídia social tem batido forte no candidato do União Brasil. A tentativa é de polarizar a eleição em torno dos dois nomes. Num hipotético segundo turno entre os dois nomes, quem ou quais grupos fechariam com o Abilio?
Botelho, por seu lado, tem mostrado que sua candidatura depende do apoio do governo do estado. Liga uma futura administração a esse vinculo. Quase que dizendo que não dá para administrar hoje a prefeitura, com o tamanho da divida que tem, se não houver apoio do Paiaguás. Ludio e Brunini não podem usar esse argumento.
Alfredo da Mota Menezes é professor, escritor e analista político.
E-mail: pox@terra.com.br

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