Ricardo Perdigão
Custos, dificuldades com gerenciamento de diferentes interfaces, segurança e conectividade tem feito as empresas brasileiras desistirem do multicloud e manter seus dados e aplicações dentro de casa.
Um levantamento realizado no segundo semestre de 2022 com CEOs e CISOs, apontou que 43% das empresas afirmaram ter repatriado aplicações para o data center. O motivo apontado para essa mudança são os desafios em controle de dados, segurança e redução de custos.
Outra pesquisa, feita pela IDC Brasil, apontou que 59% das empresas mantêm aplicações críticas em infraestruturas próprias, o que mostra que muitas organizações ainda preferem ambientes tradicionais de TI.
Uma das razões desses números é que muitas empresas, como as de manufatura, estão instaladas em regiões afastadas de grandes centros, onde a latência de rede interfere na eficiência da operação de aplicações mais críticas. Por isso a melhor opção é usar data center local. No levantamento da IDC, a conectividade foi apontada por 39% dos entrevistados como o principal empecilho para a adoção da nuvem, seguida pela falta de previsibilidade.
Outra razão é a preocupação com a segurança dos dados, em serviços multicloud as empresas confiam essas informações a terceiros. Como o data center está fisicamente conectado à rede local, torna-se mais fácil garantir que apenas pessoas com credenciais e dispositivos aprovados possam acessar aplicativos e informações armazenados.
Os data centers são projetados já com a segurança em mente. Eles têm medidas robustas de segurança física e digital para proteger os dados contra roubo, acesso não autorizado e desastres naturais.
Existe ainda a dificuldade das empresas no gerenciamento de nuvens múltiplas, por contemplarem muitas tecnologias, terminologias, serviços e interfaces diferentes. Os profissionais de TI precisam empregar um esforço gerencial maior, que seja capaz de resolver esse desafio.
Além disso, outros fatores influenciam esse cenário. O on premisse se torna ideal para empresas que precisam de um sistema dedicado que permita controle total sobre os dados e o hardware. Outro ponto é que mesmo que haja uma interrupção do serviço de internet, a equipe ainda terá acesso aos documentos, para que possam continuar tarefas off-line.
Então é natural a preferência do on premisse pelas empresas, principalmente as que priorizam o controle e a segurança dos dados. Eles são projetados para serem confiáveis, eficientes, além de ser configurado sob medida para as necessidades do cliente.
Ricardo Perdigão é diretor da Tecnocomp.

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