Karol Garcia
Mais que bons comunicadores, hoje os líderes têm sido impulsionados à condição de grandes influenciadores. O perfil da liderança estratégica tem mudado significativamente, o que pode ser comprovado em dados.
Pesquisas mostram que 82% dos consumidores são mais propensos a confiar em uma empresa cujo CEO está presente nas redes sociais.
Ou seja, se antes bastava uma boa estratégia de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa para emplacar os líderes como porta-vozes na mídia espontânea, hoje o desafio é outro: entender que a rede social desempenha um papel muito influente e fazer bom uso disso.
E esta é uma das principais tendências no que diz respeito à liderança, conforme apresentado na sétima edição do Aberje Trends - evento de referência no campo da Comunicação Corporativa, realizado no mês passado em São Paulo, pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.
A interatividade que as redes proporcionam sugerem uma liderança mais democrática onde ganha influência quem é mais social, aberto a ouvir e dialogar. Gente se identifica com gente!
Mas não são apenas os clientes pensam assim. Entre colaboradores, isso também é uma verdade, já que 78% dos profissionais preferem trabalhar com gestores que tenham a habilidade de se comunicar também nas redes sociais.
Fato é que líderes comunicadores inspiram e engajam muitas comunidades, ao compartilhar com consistência um conteúdo de valor e suas visões, insights e um pouco de seus estilos de vida, fazendo com que muitos abracem as mesmas causas e, consequentemente, comprem seus produtos e serviços.
Claro que isso vale para todas as áreas: Política, Judiciário, Agronegócio, Indústria, Comércio, Entretenimento, por exemplo. Todo aquele que exerce papel de liderança precisa estar atento as estas mudanças de cenário.
Mas qual o caminho para quem já percebeu essa mudança e pretende encarar o desafio? E por onde começar?
Como especialista em Comunicação há 24 anos, e atuando diretamente com líderes há mais de 15 anos, citaria alguns pontos extremamente necessários: Investir em Comunicação Pessoal, Oratória, Media Training; ter vasto repertório; ter equilíbrio entre o público e o privado na hora de criar conteúdo; seguir a Cultura e Comunicação Organizacional para não perder a coerência; construir narrativas que vão impulsionar a marca sem perder a essência de quem você é, estão entre os principais.
Ou seja, o caminho para se estabelecer como CEO Influenciador é por meio de um conteúdo valioso que ajuda a educar e informar as pessoas, com competência e assertividade, sendo direcionado por profissionais da área.
Não basta ir e fazer, pois, assim como na gestão da própria empresa, a gestão da marca pessoal de um CEO exige análise de cenário, riscos, benefícios, planejamento, entre outros.
Não vá para o “front” despreparado, pois isso poderá naufragar não apenas a sua imagem, mas de toda a corporação. Credibilidade é a palavra-chave para conseguir entrar e se manter na rede como um influenciador que capitaliza isso para a corporação.
E fica o alerta para os executivos que optam por não seguir este caminho: o risco é de se tornarem marginalizados diante da relevância cada vez mais destacada dos que aderem o estilo de vida com o virtual networking.
*Karol Garcia* é jornalista, empreendedora, diretora da KG Inteligência em Comunicação, consultora, trainer em Oratória e Media Training, especialista em Comunicação Pública e Corporativa.

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