Alfredo da Mota Menezes
A direita politica no Brasil e no mundo tem mostrado comportamentos que está chamando a atenção de muita gente em muitos lugares.
Nos EUA, como primeiro exemplo, membros do partido Republicano tem investido contra as universidades. Falam que é local de gentes da esquerda. Que a maioria dali vota sempre no partido Democrata. A verdade é que quanto mais escolaridade tem o eleitor, vota nos Democratas.
Parte da direita dali é contra o ensino de algumas matérias, como sobre racismo. Não aceitam nem o ensino sobre a teoria da evolução. Aceitam supremacia branca, religião, pátria, família e não abertura intelectual.
Falam até em cortar recursos para o ensino superior. Se o país eleger um presidente Republicano que pensa na mesma direção, e se o partido tiver maioria no Congresso, poderia surgir coisas estranhas naquele país.
Se ocorrer um absurdo desses ali, num país que tem influência pelo mundo, quem sabe se espalharia por outros lugares.
No Brasil muitas pessoas da direita acham também que nas universidades públicas a maioria dos professores é esquerdista e ensinam coisas que não deviam ensinar aos alunos. Que muitos formados saem dali com esse tipo de posicionamento politico também.
Em universidades tem que ter mesmo pluralidade de pensamento no ensino. Não tem lógica querer que professores dali ensinem somente assuntos que a direita politica entende que é o correto.
É que a direita politica, aqui ou fora, sempre acredita que está do lado correto. Os outros, seja quem for, estão sempre errados. Eles não.
Donald Trump nos EUA disse que não perdeu a eleição, houve fraude eleitoral e um monte de pessoas da direita do partido dele acreditou. Houve até a invasão do Capitólio, insistiam que ganharam a eleição e foram roubados. Eles estavam certos, o processo eleitoral não.
No Brasil uma tal de urna eletrônica fraudou a eleição. Que Bolsonaro ganhou e muita gente da direita acredita até hoje. O interessante é que a suposta fraude foi somente no segundo turno da eleição presidencial.
Mais coisas estranhas deste estranho momento. Em Israel o primeiro Ministro, Benjamim Natanyahu, conseguiu maioria no Congresso, num país com parlamentarismo, ao se juntar com outros grupos políticos que pensam bem à direita mesmo.
Ele está propondo uma lei em que, vejam só, qualquer decisão da Suprema Corte de lá, se não agradar ao lado mais conservador, poderia ser derrubada no Congresso. Não teria mais harmonia e respeito entre os poderes. Um poder teria supremacia até sobre decisão de última instância no judiciário do país. Coisa do regime alemão dos tempos de Adolf Hitler.
No Brasil, uma deputada federal de Mato Grosso está propondo lei para banir da vida politica nacional para sempre tudo que passe perto do ideal comunista. O interessante é que nunca houve governo comunista, nem na ex-União Soviética.
A direita radical no país acredita que está correta e ao lado do bem. Comunistas ou socialistas estariam do lado errado, devem ser erradicados da vida politica nacional. Coisas estranhas do momento nacional e mundial.
Alfredo da Mota Menezes é professor, escritor e analista político.
E-mail: pox@terra.com.br

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