Itallo Leite
O que mais nos remete ao 8 de março é a luta em defesa dos direitos das mulheres. A defesa na reivindicação de seus espaços e na consolidação dos direitos que buscam a tão esperada isonomia para com as mulheres na sociedade.
Nesta árdua luta, afora a militância que cumpre seu papel identitário, no dia a dia, nas causas que buscam a reparação de danos, sejam eles individuais ou histórico-estruturais, temos a mulher advogada, aquela que tem a luta pela efetivação dos direitos na sua profissão.
E como sociedade eivada de percalços históricos, temos que prover estruturas que possibilitem a essas profissionais a luta pela causa, por cada causa, de cada pessoal.
Na Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT) temos também essa missão. É nosso trabalho lutar e continuar lutando para oferecer estruturas condignas a essas profissionais que, antes da advocacia, são mulheres em sua essência. Elas, que trazem a luta aguerrida no seu DNA, emprestam à profissão a garra para defender direitos e reparar danos; a sensibilidade para tratar de cada caso como se fosse a causa da sua vida.
Mas assim como a sociedade, que precisa seguir em construção para restaurar uma estrutura que, por muito tempo, perpetuou a desigualdade de gêneros, as entidades de classe também devem assumir tal responsabilidade.
E na advocacia não poderia, em momento algum, hipótese nenhuma, ser diferente. É nosso dever, no papel da assistência à advocacia, desenvolver e oferecer mecanismos que permitam à mulher profissional ter as devidas condições para desenvolver seu trabalho e, por meio dele, desenvolver e desenvolver-se na sociedade.
Buscamos, nestes anos, na CAA/MT, caminhar neste sentido e ampliamos o prazo para o exercício do direito à licença maternidade, nos dedicamos à saúde e ao bem-estar da mulher, tanto no âmbito do exercício da advocacia, quanto no pessoal.
Foram só nestes anos que trouxemos para o mundo da advocacia mato-grossense elementos que já deveriam estar no dia a dia da sociedade há décadas, ou desde sempre. São pequenos passos, como a instalação de trocadores nos banheiros masculinos, reconhecendo a responsabilidade de ambos os gêneros nos cuidados com a criança e reafirmando à sociedade que tal responsabilidade não deve ser um fardo para a mulher, mas sim seu direito de escolha. São as vagas preferenciais para que gestantes e lactantes possam exercer plenamente suas atividades sem que isto seja um senão. São passos de uma longa caminhada.
E quem abre este caminho são as mulheres. Nossa diretoria é composta por elas, que têm voz ativa - de fato e de direito - e lideram essa caminhada. Mas é papel de nós, homens, caminharmos juntos e carregarmos as pedras no meio desse caminho.
Para as mulheres que defendem os direitos das mulheres, que defendem os direitos de uma sociedade justa, mais que nossas homenagens, rendemos o nosso trabalho e dedicação.
Itallo Leite é advogado e presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT).

Ainda não há comentários.
Veja mais:
CNU2: resultado preliminar das vagas reservadas já pode ser consultado
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor