Onofre Ribeiro
Estudo divulgado recentemente pela empresa Urban Systems aponta que três cidades de Mato Grosso, estão entre as 100 melhores do Brasil para fazer negócios: Cuiabá, Rondonópolis e Sinop. A pesquisa levou em conta o recorte das influências da pandemia.
Cuiabá aparece entre em 10º. lugar. Sinop em 42º. e Rondonópolis em 62º. Lugar. A empresa informa que o seu estudo, realizado anualmente desde 2011, neste ano de 2020 levou em conta algumas segmentações como o ambiente de negócios nos setores industrial, comercial, de serviços de educação, mercado imobiliário e agropecuária. Só a título de comparação, Campo Grande aparece em 23º. lugar. Barueri – SP, em 1º, Florianópolis em 5º. Goiânia em 6º. Brasília em 9º.
Destaco a importância de aparecerem essas três cidades de Mato Grosso entre 100 cidades brasileiras com perfil para negócios, levando em conta a juventude de Sinop, o erguimento de Rondonópolis nos últimos 20 anos. Já Cuiabá vem ganhando musculatura econômica na esteira do crescimento econômico de Mato Grosso. O agronegócio no princípio afetava só o setor da agricultura localizada nos municípios agrícolas. Mas ao longo do tempo foi ganhando importância econômica muito crescente e passou a atingir com sua influência as áreas da indústria, do comércio, dos serviços e imobiliária. Em Cuiabá, principalmente.
O agronegócio firmou-se no cenário econômico estadual como puxador dos negócios. Junto vieram as integrações com os demais setores. Destaco o imobiliário, na medida em que empresas que cresceram nos municípios do agro foram se tornando holdings e caminhando pra Cuiabá em, busca da infraestrutura para os negócios. Além, claro, de mais apoio nas áreas de acesso aos serviços governamentais, de saúde, de educação e de entroncamento da logística divisora das regiões Sul e Norte.
Com uma população de 600 mil habitantes e uma demanda ilimitada por serviços, comércio e indústria, é de se esperar que Cuiabá seja no futuro próximo uma das cidades mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro.
Seria óbvio assinalar que esta posição estratégica requer visões de governantes estadistas. Nenhuma cidade no mundo atual cresce sem olhar pra sua carteira de identidade e saber de onde veio e pra onde vai. Quanto mais a cidade for vista nesse panorama, mais importante será para os negócios, e muito melhor pra quem mora nela.
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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