Da Redação
A prefeitura de Cuiabá tenta reverter na Justiça a decisão que determinou quarentena coletiva no município, bem como EM Várzea Grande - no contexto da pandemia do coronavírus - a partir desta quinta-feira (25). Na cidade vizinha, a prefeita Lucimar Campos divulgou novo decreto no final da tarde desta quarta-feira (24) - assinalando cumprimento à decisão judicial - mas em vias de também recorrer.
A administração da Capital confirmou que gestão "ingressou, nesta quarta-feira (24), com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) para suspender a implantação da quarentena coletiva obrigatória, por 15 dias, na Capital".
A medida foi imposta pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, atendendo ao requerimento do Ministério Público do Estado (MPE).
O Executivo municipal observa que "na terça-feira (23), o chefe do Executivo defendeu que a decisão judicial fosse estendida para todos os municípios do estado de Mato Grosso. No entanto, como não obteve nenhuma resposta das autoridades, o gestor solicitou à Procuradoria Geral do Município (PGM) adotasse o procedimento judicial para garantir que a Capital não seja penalizada, gerando um colapso econômico e social em Cuiabá e Várzea Grande".
“Como gestor da Capital, me cabe a defesa, dia e noite, da população cuiabana e vou cumprir esse papel. Isso é um aviso antecipado para um colapso econômico e social. Se é para adotar essa medida, então que se faça no estado inteiro. Dessa forma, entendemos ser um ato justo e preventivo para um vírus que está se interiorizando com um velocidade muito grande”, comenta o prefeito Emanuel Pinheiro.
Ressalta que "desde o início da pandemia, o município não tem se furtado de colocar em prática as ações necessárias para preservação da saúde pública, mesmo que consideradas rigorosas". “Cuiabá fez o dever de casa, se planejou, fez a quarentena momento oportuno. Isso foi feito para achatar a curva, permitir preparar e informar a população sobre a gravidade e o comportamento que deveríamos ter no combate à Covid-19”, completa Pinheiro.
Destaca ainda que "conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde, diferente do mês de abril, no qual Cuiabá registrou 63% dos casos de Covid-19 de todo estado de Mato Grosso, atualmente este número é de 26%, sendo o restante de municípios do interior". “Decretar o lockdown, trancando os cuiabanos em casa e mantendo o interior aberto, continuando a superlotar nossos leitos de UTIs e nossas unidades de saúde, é uma violência contra a população cuiabana”, pontua.
Com Sicom

Ainda não há comentários.
Veja mais:
CNU2: resultado preliminar das vagas reservadas já pode ser consultado
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor