Maria Augusta Ribeiro
Telas demais atrapalha o sono, rouba a atenção e compromete a fala do bebê.
Muitos bebês adoram brincar com tablets e smartphones, não apenas porque é tecnológico, mas porque é viciante. A tela de toque suave oferece gratificação instantânea com imagens frescas, movimentos e sons que agradam aos sentidos.
Entusiasmados com a tecnologia interativa, muitos pais dão os telefones aos pequenos na esperança de entreter o bebê e fazer com que funcione como uma espécie de chupeta ou baba eletrônica.
Com centenas de aplicativos para bebês e crianças, somos induzidos ao erro, entregando algo nas mãos dos pequenos, causando danos irreversíveis à saúde principalmente do bebê.
A ONU e a Academia de Pediatria Americana têm uma postura clara quanto ao uso dos dispositivos móveis para os menores. Aconselham que bebês até os 2 anos de idade não devem ter nenhuma exposição às telas.
Smartphones, tablets, brinquedos com telas, wifi, TVs e computadores, nenhum deles é permitido aos menores. Mas, porque?
Numerosos estudos têm mostrado que bebês e crianças aprendem melhor pelas experiências de vida real, e que as telas roubam a atenção, enfraquecem a memória, reduzem a capacidade de perceber perigo e corrigir erros.
Para cada 30 minutos diários diante de uma telinha, os riscos de atraso na fala sobem para 49%, de acordo com o neurologista Clay Brites do Instituto Neurosaber.
Por mais que pareça legal ter um bebê que sabe passar o dedinho numa tela e colocar as imagens para cima ou para baixo, não se pode substituir o aprendizado real, a formação da comunicação e a interação social com o próximo.
O guia “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, produzido pela Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que o contato com eletrônicos não ocorra antes dos 2 anos, com o objetivo de proteger a saúde dos pequenos.
Então, se todos esses meios pudessem te dar um conselho sobre a criação dos seus filhos, esse conselho seria: Menos ON na vida do seu bebê e mais OFF fará dele um adulto melhor.
Maria Augusta Ribeiro é especialista em Netnografia e Comportamento de consumo digital no Belicosa.com.br

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