Da Assessoria
Donos de pousadas, hotéis e barcos na região do pantanal estão se organizando para criar uma associação e atuar no combate à pesca predatória que, segundo eles, vem se intensificando em prejuízo do meio ambiente e, por conseqüência, do próprio turismo – atividade que garante a sobrevivência econômica de milhares de pessoas em vários municípios de Mato Grosso.
A informação é do empresário Tarso Ricardo Lopes, dono de uma pousada na região de Barão de Melgaço. Segundo ele, o receio é de que a crise econômica do governo estadual acabe por resultar na redução da atividade de fiscalização por parte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) já que o governador Mauro Mendes tem anunciado o corte de despesas. “Há muitos anos, lutamos para que essa fiscalização seja intensificada. Esse trabalho vem melhorando gradativamente, principalmente durante o ano de 2018, e queremos que continue melhorando”, diz ele.
Segundo dados da Sema, cerca de 12 toneladas de pescado foram apreendidas no ano passado, além de 2.079 apetrechos de pesca e R$ 470 mil em multas foram aplicadas.
Somente nesta semana, os ficais apreenderam 240 kg de pescado irregular na estrada entre Poconé e Porto Cercado. As duas pessoas que estavam no carro fugiram pelo mato. “Isso aconteceu em plena piracema”, lembra Tarso.
Durante a piracema, que vai ate 31 de janeiro, só é permitida a pesca de subsistência, praticada por comunidades ribeirinhas que dependem do peixe para sobreviver.
Além de atuar no combate à pesca predatória, a associação de pousadas, hotéis e barcos pretende ampliar a participação em programas de educação ambiental com comunidades ribeirinhas e na redução do lixo depositado nos rios que formam o pantanal de Mato Grosso.
“Já somos parceiros em várias atividades nesse sentido. Com a formação da federação, que já conta com 50 empresas do setor do turismo no pantanal, pretendemos ampliar nossas parcerias”, diz Tarso.
A reunião para formação da associação está marcada para o dia 22.

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