Da Redação - FocoCidade
Em assembleia realizada nesta sexta-feira (11), o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), presidido por Oscarlino Alves, um dos principais líderes do Fórum Sindical, aprovou paralisação no dia 12 de fevereiro (24 horas), com alerta de indicativo de greve geral que deverá ser decidida na data.
Em nota, considera que "neste dia de greve (24 h) os quase 6000 servidores públicos da saúde deliberarem pela construção da greve por tempo indeterminado".
O impasse entre servidores públicos e o Governo do Estado se arrasta em razão de falta de acordo sobre cronograma divulgado pelo Executivo para pagamento da folha - de forma escalonada - parcelamento do 13º e por último, a insatisfação do funcionalismo sobre o modelo proposto pelo governador Mauro Mendes (DEM) para contemplar a RGA (Revisão Geral Anual).
Na leitura de servidores, o Estado "congelou" a RGA. Já Mauro Mendes acentuou na quinta-feira (10) que a RGA será paga dentro das possibilidade de fluxo de caixa do Estado, obedecendo novos critérios.
Em relação ao cronograma de pagamento, ponto de discórdia entre servidores que alegam falta de diálogo por parte do Executivo, Mendes rebate ao assinalar campo de conversa aberto com servidores.
O governador também pontuou que o modelo de quitação dos proventos perfaz um quadro de extrema dificuldade de recursos - e sem outra alternativa considerando também o Estado não ter recebido o repasse do FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações), da ordem aproximada de R$ 400 milhões, piorando o grave "buraco" nas contas públicas - deixadas pela administração Pedro Taques.
Confira a nota do Sisma:
"Após intenso debate de 250 servidores de carreira da saúde na sede do sindicato em Cuiabá, com representantes das unidades da saúde da capital e interior, votamos e aprovamos pela maioria absoluta:
1) permanecer em estado de assembleia permanente instalada desde 24/9/2018;
2) Indicativo de Greve para o dia 12/02/2019 (terça-feira) com parada de 24 horas neste dia, da categoria da saúde em todo o estado de Mato Grosso, unidades ambulatóriais, hospitalares e administrativas, mantendo apenas o efetivo de 30% da urgência e emergência, e desmarcando todos os procedimentos eletivos caso os salários não sejam creditados em sua integralidade (100%) até o dia 11/02/2019 para todos servidores aposentados, pensionistas e ativos.
E neste dia de greve (24 h) os quase 6000 servidores públicos da saúde deliberarem pela construção da greve por tempo indeterminado.
Com verba alimentícia não se brinca. Se prioriza! Não aceitaremos mais atrasos. E mesmo se alguns receberem por faixa o espírito de solidariedade da nossa categoria será o diferencial de todos na luta por mais respeito."
Oscarlino Alves
Presidente do SISMA/MT

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