Da Redação - FocoCidade
Deputada Janaina Riva (MDB) anunciou que o documento contendo pelo menos oito assinaturas para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos será apresentado na próxima sessão plenária, marcada para o dia (7).
A parlamentar destacou ainda que não vai aceitar que a instalação da CPI seja feita somente após as eleições, como foi cogitado na sessão matutina da quarta-feira (1).
Explicou que "por conta da ausência na capital de alguns deputados que já confirmaram que assinarão o requerimento para abertura da CPI para investigar os grampos ilegais em Mato Grosso e a participação de autoridades do Poder Executivo, do Judiciário e do Ministério Público neste crime", a entrega do documento ocorre na próxima semana.
“Quero deixar claro que não existe nenhum acordo para que essa CPI seja apreciada somente pós-eleições. Cada um dos parlamentares aqui tem legitimidade para propor uma CPI e para recolher as assinaturas para que se faça uma séria comissão parlamentar de inquérito para tratarmos desse tema que pra mim não é novidade, mas que agora veio à tona a participação direta do governador Pedro Taques, através da confissão do cabo Gerson.
No depoimento ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa cita o nome de Taques no sistema de escutas ilegais pontuado no Estado, mas não há confirmação acerca de eventuais provas.
"O requerimento de abertura da CPI só não está sendo apresentada porque alguns dos colegas que vão assinar não estão presentes na capital, mas semana que vem nós vamos apresentar a CPI. Se os demais colegas quiserem assinar serão bem vindos, mas nós já temos número suficiente para apresentar”, disse a deputada.
A parlamentar deixou claro que não acredita nas declarações de alguns deputados da base do governo, que disseram pretender ajudar a esclarecer os fatos. “Essa conversa fiada de que os 24 querem ajudar, pra mim não cola. Outra coisa absurda também é dizer que é covardia assinar CPI. Na minha opinião, covardia com o povo é não assinar. Se os deputados têm compromisso com Mato Grosso e com a verdade vão assinar, principalmente se tratado de uma CPI que vai investigar caixa 2 em campanha eleitoral passada, que vai investigar pré-candidatos ao Senado dessa eleição, ou seja, do interesse da população em saber a verdade do que essas pessoas fizeram dentro do estado de Mato Grosso”, disparou.
Janaina afirma que a CPI dos grampos tem legitimidade para acontecer e vai ter legalidade a partir do momento em que apresentar o requerimento com as oito assinaturas exigidas. “Nós vamos brigar por cada uma delas. Inclusive cabe aqui também um pedido de impeachment do governador, que a nossa assessoria jurídica está terminando e nós vamos apresentar também. Falando em impeachment, quero saber por que o presidente Eduardo Botelho ainda não colocou para apreciação plenária o pedido que já tramita nesta Casa contra o governador. Vai deixar que se cometa mais quantos atos de improbidade administrativa para que possa ser apreciado por esse plenário o pedido de abertura de uma votação de impeachment com relação ao governador?”, finalizou.
Com Assessoria

Ainda não há comentários.
Veja mais:
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor
INSS terá fila nacional para reduzir tempo de espera