No debate sobre o fundo especial de financiamento de campanhas, com defensores no Congresso ávidos para assegurar a instituição de mais recursos, é preciso observar as estratégias da classe política que luta pela eternização no poder, reduzindo as chances de renovação. O alerta é do professor e analista político, Onofre Ribeiro.
“Eu não concordo com esse fundo de campanha, porque já existe o fundo partidário que é para manutenção do partido e ele é num valor muito alto, que dá para fazer as campanhas. A questão é que o marketing do governo Collor para cá, se criou um marketing de campanhas muito caras”.
Onofre Ribeiro alerta para a possibilidade de criação de um sistema que projetará progressiva ordem de crescimento dos valores destinados ao fundo, num ritmo acelerado e contrário aos anseios da sociedade.
Na eleição seguinte vai ter que aumentar esse fundo, e vai virar um saco sem fundo.
“É preciso rever o sistema de campanha porque nesta eleição se consegue aprovar um fundo, na eleição seguinte vai ter que aumentar esse fundo, e vai virar um saco sem fundo. Então é hora de corrigir a sangria. Penso que o Congresso quer é o caminho mais fácil, que é financiar a campanha deles de novo, garante o retorno da maioria e nos estados o dinheiro vai ser distribuído para os cabeças que vão cuidar de si e não há renovação.”
Cerceamento à renovação
“Esses fundos são muito perigosos porque o Congresso é cercado, não só o Congresso mas as Assembleias e as Câmaras são cercadas de muito má intenção nessa questão de não renovar e manter sempre os mesmos, financiados com o dinheiro público e numa próxima eleição vão pedir o dobro e o triplo, e vai indo nessa corrente eterna e o país com uma política em crise como está agora.”
Alternativa
“A alternativa é baratear campanhas. Não ter aquelas campanhas de marketing, aquelas coisas extraordinárias. É conversa, campanha de conversar, discutir, e não fazer pelo programa eleitoral gratuito, faz aqueles programas idiotas apenas para constar e justificar gastos.”

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