Fabrício Carvalho
Neste carnaval, divido e comemoro com os foliões de plantão a notícia positiva do ‘nascimento’ de uma nova cidade, aqui mesmo, sob os nossos olhares. Falo da região conhecida como Chapéu do Sol, localizada entre a Rodovia Mário Andreazza, a Estrada da Guarita e o Rio Pari, em Várzea Grande. Trata-se de um espaço urbano que vem se adensando mais e mais nos últimos anos, tanto que, em tempos recentes, já se fala até no surgimento de “uma nova cidade”.
Há muitos caminhos para que uma cidade venha a se tornar aquilo que pode ser. Penso que o que está acontecendo ali, no bairro Chapéu do Sol, é a concretização de um sonho, e este sonho tem tudo a ver com a decisão da UFMT de ali instalar o seu Campus Várzea Grande, num terreno de 80 hectares. No âmbito do Instituto de Engenharia, a UFMT oferece 315 vagas anuais em cinco cursos: Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Minas, Engenharia Química e Engenharia de Transportes.
E, para o adensamento urbano, ao campus da UFMT, na região do Chapéu do Sol, ainda vêm se somar o Campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Parque Tecnológico, o que fomenta a perspectiva de que outros importantes órgãos/instituições da administração pública venham a se fazer presentes no local: Fórum, Ministério Público, Defensoria Pública e seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
De fato, é a implantação desses cursos da área de engenharia, o Parque Tecnológico que ainda é um sonho, mas um sonho plenamente possível, que traz o desenvolvimento desta “nova cidade”, trazendo consigo, por outro lado, as obras de infraestrutura, como drenagem, redes de esgoto, água e energia, e atraindo, num momento posterior, a expansão imobiliária com a construção de grandes empreendimentos comerciais, industriais, de serviços e residenciais.
Curiosamente, aliás, Várzea Grande é conhecida como “Cidade Industrial”, embora, na realidade, haja bem poucas indústrias ali instaladas.Afinal de contas, de que Cidade Industrial se está falando, neste caso? Então, a partir de agora, com o oferecimento desses cursos em áreas de engenharias e afins, com a capacitação gerencial e de mão de obra que eles possibilitam, vamos poder, sim, pensar que Várzea Grande entrará numa espiral ascendente de industrialização e que isto impactará positivamente o seu desenvolvimento social, cultural e econômico, com a geração de emprego e renda. Sabemos que é dever da UFMT estar mais presente na vida da sociedade mato-grossense como um todo, não se furtando a participar da construção de políticas públicas visando o crescimento do Estado e o bem-estar de nossa gente.
Além do mais, Chapéu do Sol é um lugar lindo, uma região com charme e identidade muito especiais. Chapéu do Sol é uma nova energia no Estado de Mato Grosso, é um potencial ao lado do Rio Cuiabá, ao lado da Passagem da Conceição, com toda a sua carga de respeito cultural da cidade, por isso antevejo o desenvolvimento industrial lado a lado com a preservação histórica da comunidade várzea-grandense.
O Sol que brilha em Cuiabá e Várzea Grande passará a brilhar de outra maneira. De Chapéu. Chapéu do Sol!
Fabrício Carvalho é maestro e secretário de Articulação e Relações Institucionais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

André Vilani disse:
25 de FevereiroOnde há o conhecimento, aí reside o desenvolvimento e o progresso. Parabéns!
Edna Corrêa Alves Mathar disse:
25 de FevereiroSabe tudo nosso maestro e Pró Reitor de Relações Institucionais da UFMT. Muito orgulho!
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