Kamila Garcia
De origem latina, “Rosa” significa “flor de roseira”. Sua simbologia transita entre o amor e a paixão, até a pureza e a espiritualidade. Dependendo de sua cor, revela a natureza da intenção.
Rosas vermelhas simbolizam amor, paixão e sedução. Rosas cor-de-rosa, delicadeza e feminilidade. Rosas amarelas, amizade, respeito e alegria. Rosa-salmão, desejo e afeição. Rosas brancas, pureza, inocência, paz e espiritualidade.
Símbolo de beleza, a rosa foi celebrada nos mais lindos poemas de amor, desde que o ser humano aprendeu a apreciar sua delicadeza e seu perfume. Desde que aprendeu a eternizar seus amantes ofertando rosas de presente.
Toda mulher já foi, algum dia, denominada uma flor: Dália, Violeta, Lírio, Jasmim, Margarida, Íris e Rosa. Mas nem todas, como a Rosa, tem espinhos. Afinal, é da natureza da rosa exalar seu perfume, atrair o ser amante e esconder suas farpas por entre as folhagens.
Toda rosa tem espinhos! É de sua natureza ferir, a ponto de sangrar o seu mais sublime admirador. Talvez como defesa — embora apenas demonstra delicadeza —, existe, sim, na rosa, uma destreza ao espinhar, sem sutileza, a quem quer que lhe demonstra gentileza.
Amar uma rosa requer cuidado. Cuidado no plantio, assim como no cultivo. Há insetos e passarinhos: todos a querem em seus ninhos. Mas as rosas têm espinhos — que, de tão afiados, são capazes de sangrar até mesmo um coração.
Nem toda rosa é amor. As vermelhas, passageiras, duram, em média, sete dias — como uma paixão alheia. As amarelas, da amizade, também consomem por espinhos; se assemelham ao sol: queimam e ferem por instinto. Assim como a branca, sinônimo de leveza, pureza e delicadeza, também esconde, no caule, seus espinhos, sempre prestes a sangrar, tingindo suas pétalas com a dor de um pulsar.
Toda rosa tem espinhos! É preciso ter cuidado. Olhos atentos e fino trato. A distância da admiração. Aos amantes, a afeição. Afinal, presentear com rosas requer atenção.
Embora posta num banho suave entre os amantes, suas pétalas escondem sua natureza: é preciso ter cuidado e a certeza de que há amor posto à mesa, de que há amizade genuína e espiritualidade reluzente.
Mesmo porque, é de sua natureza atrair por sua delicadeza — e espinhar sem ter porquê. E, como tão bem colocado por Shakespeare, no Soneto 35:
“Não chores mais o erro cometido;
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinhos...”
*Kamila Garcia é bacharel em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Atualmente, equilibra sua rotina entre o trabalho e os estudos em Psicanálise e Psicologia Positiva, além de se dedicar às terapias holísticas. Como coach, utiliza seus conhecimentos para compartilhar insights sobre espiritualidade, ajudando seus clientes a alcançar bem-estar e autoconhecimento.

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