A epilepsia é uma doença neurológica que afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo cerca de 3 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Caracteriza-se por descargas elétricas anormais no cérebro, que provocam as chamadas crises epilépticas, podendo causar alterações na consciência, eventos motores involuntários, sintomas sensoriais e até fenômenos psíquicos.
Apesar de ser amplamente estudada pela medicina, a epilepsia ainda carrega um forte estigma social, sendo cercada de desinformação. Segundo o médico neurologista/epileptologista e neurofisiologista, Bruno Reginato Gumiero, muitos mitos persistem, dificultando o diagnóstico precoce e a inclusão de pessoas com epilepsia na sociedade. Para esclarecer o que é mito e o que é verdade, reunimos informações de especialistas para desmistificar essa condição.
“É muito importante a divulgação sobre a epilepsia, pois pode acometer qualquer pessoa em qualquer fase da vida. Possuindo tratamento com chances de controle de até 70% do controle de crises convulsivas, possibilitando a viver suas vidas normalmente, em alguns casos mais complexos onde não atingem um controle adequado, é possível ainda cirurgia com taxas ainda elevadas para controle e por vezes cura. O acompanhamento com o neurologista especialista em epilepsia torna a vida mais saudável, reintrodução a uma vida normal, ou mesmo reduzindo possíveis sequelas, e em alguns casos riscos de morte”, comenta Bruno Gumiero.
MITOS E VERDADES SOBRE A EPILEPSIA
Epilepsia é contagiosa.
FALSO – A epilepsia não é uma doença transmissível, ela é uma consequência decorrente de outras enfermidades. Não há nenhum risco de contágio.
Durante uma crise convulsiva, deve-se segurar a pessoa e impedir que ela engula a língua.
FALSO. As crises convulsivas em sua grande maioria são autolimitadas com duração de até 5 minutos, e durante os eventos os movimentos corporais são súbitos e intensos. Neste momento, o melhor a ser feito são manobras para proteger o indivíduo. O correto é deitar a pessoa no chão, afastar objetos com que ela possa se machucar, virar ela de lado e elevar o queixo para cima, temos que lembrar que respiramos pelo nariz e não pela boca, e que o risco com a língua e de morder a própria língua e cortá-la, portanto, para evitar este tipo de lesão orientamos a colocar um pano enrolado entre os dentes para proteger a língua de mordidas.
Toda convulsão é epilepsia.
FALSO. Crises convulsivas são sintomas, semelhantes a uma febre alta, em uma infecção de garganta, ou seja, fazem parte de alguma injúria no cérebro. A epilepsia é por definição a predisposição a gerar crises convulsivas de repetição.
Epilepsia é uma doença mental.
FALSO. A epilepsia é por definição predisposição a crises convulsivas, e quando não controladas o paciente pode sim desenvolver distúrbios psiquiátricos associados.
Epilepsia tem cura.
Dependendo do tipo de epilepsia. Existe atualmente uma variedade considerável de causas da epilepsia, e é necessário saber em qual paciente se encaixa. Dependendo do tipo de epilepsia o paciente pode se “curar sozinho” por serem autolimitadas, ou mesmo necessitar de cirurgia para alcançar a cura. Em poucos casos, a única possibilidade é o controle.
Pessoas com epilepsia não podem dirigir.
DEPENDE. De acordo com a Associação Brasileira de Educação de Trânsito, pacientes epilépticos podem dirigir se estiverem há pelo menos um ano sem crises e apresentarem laudo médico. No entanto, a direção de motocicletas é proibida.
É possível manter a consciência durante uma crise epiléptica.
VERDADE. Nem todas as crises envolvem perda de consciência. Algumas ocorrem com pequenos espasmos musculares, alterações sensoriais ou formigamentos, sem desmaios ou convulsões.
O estresse pode desencadear crises epilépticas.
VERDADE. O estresse é um fator que pode contribuir para o aparecimento de crises em pacientes com epilepsia.
Existem medicamentos que controlam a epilepsia.
VERDADE. Cerca de 70% dos casos podem ser controlados com medicações antiepilépticas, enquanto os 30% restantes são classificados como epilepsias refratárias.
A epilepsia pode acometer todas as idades.
VERDADE. A epilepsia pode se manifestar desde o nascimento até a terceira idade, sendo mais comum em crianças e idosos.
Pacientes com epilepsia podem levar uma vida normal.
VERDADE. Pessoas com epilepsia podem trabalhar, estudar, praticar esportes, casar e ter filhos, desde que a doença esteja controlada com o tratamento adequado,
COMO AGIR DURANTE UMA CRISE EPILÉPTICA?
Se você presenciar alguém tendo uma crise epiléptica, siga estas recomendações:
- Mantenha a calma e tranquilize as pessoas ao redor;
- Evite que a pessoa caia bruscamente no chão;
- Deite-a de lado para evitar sufocamento com saliva ou vômito;
- Proteja a cabeça com algo macio;
- Afrouxe roupas apertadas para facilitar a respiração;
- Não tente segurar os movimentos da pessoa e não introduza nada na boca;
- Permaneça ao lado dela até que recupere a consciência;
- Chame socorro se a crise durar mais de 5 minutos.
Fonte: Dialum Comunicação

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Recursos: MP destaca que STJ ajusta penas em casos graves
Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje
Taxação da carne bovina brasileira pela China
PM desmantela esquema de furto de diesel no Estado
Cibersegurança municipal: o risco invisível que já bate à porta
Wellington defende derrubada de veto à regularização na faixa de fronteira
TJ: entidade filantrópica pode ingressar ação no foro de seu domicílio
Brasil institui o Mês Nacional das Olimpíadas Científicas e do Conhecimento
PC deflagra operação contra furto de defensivos agrícolas
Justiça condena concessionária por morte causada por animal