Atilla Arruda
Enquanto as empresas buscam maior competitividade, agilidade e controle por meio da adoção de tecnologias em nuvem, surge a necessidade de considerar a eficiência econômica desse modelo. Nesse contexto, o FinOps tem se tornado cada vez mais relevante como uma abordagem estratégica, pois combina práticas financeiras e operacionais, que visam otimizar os investimentos, aumentar o ROI (Retorno sobre Investimento) e minimizar custos desnecessários em operações na nuvem.
Normalmente, a gestão do custo da nuvem é centralizada em uma área e, muitas vezes, há cálculos para gerar previsibilidade mensal e trimestral e otimização dessa despesa. Essas informações são passadas ao setor financeiro, que tenta se manter atualizado sobre o gasto dos próximos meses da plataforma. Mas, esse formato de gerenciamento pode impedir a otimização da tecnologia e são necessárias ações mais estratégicas.
De acordo com uma pesquisa feita pela 451 Research, 80%, dos 300 líderes financeiros e de TI entrevistados, reconhecem que a má gestão financeira na nuvem trouxe prejuízos para os negócios. Além disso, mais 57% dos entrevistados se dizem preocupados com o gerenciamento de custos da nuvem.
O desperdício de recursos em nuvem gera uma conta alta para as empresas, que precisam repensar como essa gestão é feita. Por isso o FinOps remete a uma administração financeira do consumo, e pode ser um caminho para a sonhada otimização desse gerenciamento.
Práticas de FinOps têm o objetivo de fazer com que os times de engenharia, de tecnologia da informação, financeiro e negócio/produto trabalhem juntos e compartilhem responsabilidades quanto aos trade-offs, como velocidade, custo e qualidade.
Essas ferramentas oferecem uma visão otimizada por meio de relatórios, gestão de custos, sugestões de otimização e automações. Além disso, possuem recursos de monitoramento em tempo real, total controle de informações e configurações, escalabilidade e ainda permite o acompanhamento diário dos gastos com nuvem, gerando relatórios proativamente quando o consumo atinge um orçamento pré-definido.
Além da diminuição do custo, o FinOps também pode ajudar a aumentar a rentabilidade de operações baseadas em cloud. Muitas empresas, hoje, dispensaram completamente a infraestrutura física, e rodam suas operações inteiramente em nuvem. Nesse sentido, a otimização dessa estrutura diminui custos operacionais, aumentando a rentabilidade das operações. Um bom exemplo disso são os bancos, cujo processamento de dados e transações acontece inteiramente na nuvem. A otimização do recurso melhora, é claro, a rentabilidade dos produtos e serviços digitais oferecidos pelo banco.
Em resumo, FinOps trata de remover gargalos e bloqueadores, capacitar os times de engenharia para fornecer melhores recursos, aplicativos e migrações com mais eficiência. Também promove uma conversa multifuncional sobre onde e quando investir, deixando claro para todos porque estão tomando essas decisões.
Conforme as empresas migram os custos fixos com data center para um modelo variável e baseado em consumo com a nuvem, é necessário buscar um equilíbrio entre controle operacional e financeiro e se adaptar a esse modelo que depende de tomada de decisão em alta velocidade.
Para conseguir isso, o FinOps é o caminho. Com ele é possível garantir que não ocorram ineficiências na nuvem que retardem os negócios e evitar surpresas na cobrança mensal. Ao gerenciar melhor seus gastos, além de economizar, permite maior agilidade e flexibilidade, tornando a empresa mais estratégica, e mais rentável.
Atilla Arruda é diretor comercial da Solo Network.

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