Mário Quirino
A felicidade é um tema que tem fascinado cientistas e filósofos há séculos. O que é felicidade? Como podemos alcançá-la? Essas são algumas das perguntas que muitos de nós fazemos ao buscar uma vida mais satisfatória e plena. Recentemente, um estudo realizado pela Harvard Medical School sobre felicidade chamou a atenção de muitos.
O estudo, conduzido por Robert Waldinger, diretor do Harvard Study of Adult Development, é considerado uma das pesquisas mais longas e abrangentes já realizadas sobre felicidade. Durante 75 anos, os pesquisadores acompanharam a vida de 724 homens, analisando sua saúde física e emocional, relacionamentos e satisfação com a vida.
Os resultados da pesquisa de Harvard foram surpreendentes. De acordo com o estudo, ter relacionamentos significativos é a chave para a felicidade e uma vida satisfatória. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que têm relacionamentos interpessoais saudáveis vivem mais tempo e são mais felizes do que aquelas que não têm.
O estudo também descobriu que as pessoas que têm relacionamentos íntimos, sejam eles familiares, românticos ou amizades profundas, são mais protegidas contra doenças e envelhecimento precoce. Além disso, esses relacionamentos também ajudam a reduzir o estresse, aumentar a resiliência emocional e promover uma vida mais satisfatória e feliz.
Outro ponto importante destacado pelo estudo de Harvard é a importância de encontrar significado na vida. Isso pode ser através do trabalho, hobbies, atividades voluntárias ou outros tipos de conexões significativas. Quando as pessoas sentem que estão fazendo algo significativo e valioso, elas tendem a ser mais felizes em suas vidas.
Por fim, o estudo de Harvard concluiu que a felicidade não está relacionada diretamente com dinheiro e fama. Embora essas coisas possam trazer algum prazer temporário, elas não são essenciais para uma vida plena e satisfatória.
Em resumo, o estudo de Harvard sobre felicidade mostra que relacionamentos saudáveis e significado na vida são fundamentais para uma vida feliz. Esses resultados devem ser levados em consideração tanto por indivíduos quanto por políticas públicas que buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ao investir em conexões pessoais e significado, podemos construir uma vida mais gratificante e feliz.
A inteligência emocional, ou seja, a habilidade de compreender e gerenciar nossas próprias emoções, bem como entender as emoções dos outros, sempre foi uma competência valorizada em todas as áreas da vida. No entanto, durante a pandemia de COVID-19, a inteligência emocional se tornou ainda mais importante. Com o isolamento social, a preocupação com a saúde e a incerteza econômica, muitas pessoas experimentaram uma variedade de emoções negativas, como ansiedade, medo e tristeza. Ao mesmo tempo, o distanciamento físico necessário durante a pandemia tornou-se um desafio para manter relacionamentos significativos e satisfatórios entre amigos, familiares e colegas de trabalho.
A inteligência emocional pode ajudar as pessoas durante esse período difícil, permitindo que elas sejam mais resistentes, mantenham relacionamentos saudáveis e tomem decisões melhores. Adquirir uma compreensão profunda de suas próprias emoções e aprender a lidar com elas pode ser uma das melhores coisas que você pode fazer por si mesmo durante este tempo.
Hoje relato quatro maneiras pelas quais a inteligência emocional pode ajudar na vida. A primeira é o gerenciamento do estresse. A pandemia causou estresse e ansiedade em muitas pessoas, mas estar ciente de suas emoções e usar técnicas de autocontrole pode ajudar a reduzir esses sentimentos negativos. Praticar meditação, exercícios respiratórios e outras atividades calmantes podem ajudar a gerenciar o estresse.
A segunda maneira é uma comunicação eficaz, já que ser capaz de expressar suas emoções com clareza e escutar ativamente a perspectiva dos outros pode ajudar a manter relacionamentos saudáveis durante esse período.
A terceira maneira seria a resiliência. As pessoas com alta inteligência emocional são geralmente mais resilientes e capazes de lidar melhor com mudanças e novas situações. Desenvolver a capacidade de lidar com a incerteza, adaptar-se às mudanças e recuperar-se rapidamente de falhas pode aumentar a resiliência e a resistência emocional.
Em quarto lugar cito a tomada de decisão. É importante tomar decisões informadas e precisas. A inteligência emocional pode ajudar a tomar decisões mais conscientes, evitando que as emoções influenciem demais escolhas importantes.
Em resumo, a inteligência emocional pode ser uma ferramenta valiosa em nossa vida. Já que ela nos ajuda a gerenciar o estresse, manter relacionamentos próximos, lidar com as mudanças e tomar decisões melhores. O futuro pode parecer incerto, mas com uma compreensão mais profunda de nossas emoções e habilidades para lidar com elas, podemos superar qualquer desafio.
*Mário Quirino é especialista em desenvolvimento humano, e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso.

Ainda não há comentários.
Veja mais:
CNU2: resultado preliminar das vagas reservadas já pode ser consultado
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor