Alfredo da Mota Menezes
O converseiro na rua já começou sobre a eleição em Cuiabá e tem um dado sobre esse momento politico nacional e estadual que, alguns imaginam, talvez tenha influência na eleição em Cuiabá.
O eleitor do estado, depois do momento Bolsonaro, mostrou mais a cara e ele é, em sua maioria, conservador. Bolsonaro teve 65% dos votos do estado e em Cuiabá 61%. A cidade mostrou também um perfil conservador.
Outro dia apareceu uma publicação com um dado interessante que ajudaria a ilustrar essa tese. Dos 260 caminhões em Brasília, naquele ato antidemocrático do dia 8 de janeiro, 162 eram de MT. Seria uma sinalização do tamanho de apoio que Bolsonaro tinha no estado e que mostraria o tamanho do eleitorado conservador de direita?
Isso vai refletir também na eleição para prefeitura da capital? Aquele candidato mais à direita entraria na eleição com algo a mais que outras candidaturas?
E, como é normal, já começou o falatório sobre possíveis candidaturas para a prefeitura da capital. Nomes diferentes aparecem a todo instante.
Roberto Stopa do PV, vice-prefeito de Cuiabá, tem sido citado. Emanuel Pinheiro sempre toca no nome dele como alternativa, mas cita outros, como o de Eduardo Botelho.
Botelho é do União Brasil, partido do governador, que vai ter candidato no ano que vem. É que tem outros dessa sigla também citados como possíveis candidatos, como Fabio Garcia, Gilberto Figueiredo, Mauro Carvalho, Michelly Alencar.
Frente a isso se fala até que o Botelho poderia deixar o União Brasil e buscar abrigo no PDS e ser por ali candidato à prefeitura em 2024.
Rosa Neide do PT é outro nome comentado para a disputa. Teve a maior votação para deputado federal, inclusive muitos votos em Cuiabá, e é uma alternativa pelos partidos mais à esquerda.
Fala-se também em Janaina Riva do MDB como outra possível candidatura. Candidato, como ela e Botelho, com mandatos de deputados, tem uma vantagem política: se perder teria mais dois anos de mandato como deputado e teria feito propaganda de seus nomes numa suposta candidatura a prefeitura.
O nome de Abilio Brunini apareceu e depois sumiu dos comentários, talvez porque tinha processo jurídico contra ele. Foi absolvido. Tem novo processo, isso atrapalharia? Se for candidato vai usar ainda o nome de Bolsonaro na disputa, o mesmo que pensa fazer o ex-deputado estadual Ulisses Moraes.
Se tem diferentes pretendentes sobre um assunto que vai aumentar o tom daqui para frente. No final, pode até não ser nenhum desses nomes como candidato.
Faz parte também dos comentários saber se o Emanuel, no final de mandato, seria bom cabo eleitoral ou Mauro Mendes, no meio do segundo mandato, teria mais força para ajudar candidato do seu grupo?
Pode-se ficar aqui fazendo ilação até amanhã de manhã, como dizia o cuiabano mais antigo. Ou, como se diz, que politica é como nuvem, se olhar agora está de uma maneira, daqui a pouco muda. Pode mudar tudo até a madrugada do dia de uma convenção partidária.
Alfredo da Mota Menezes é professor, escritor e analista político.
E-mail: pox@terra.com.br

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