Por Robson Fraga/Assessoria
Mato Grosso será palco de um ciclo de palestras que vai discutir o aumento da violência contra a mulher, idealizado pela professora e ex-prefeita de Cuiabá, Jacy Proença, em parceria com a Central das Pequenas Organizações do Estado de Mato Grosso (Cordemato).
Com o tema “O que tem gerado o aumento da violência contra a mulher”, o ciclo vai contar com a participação de várias especialistas no assunto, como a desembargadora Maria Erotides, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Tj-MT); a defensora pública Rosana Leite, uma das maiores especialistas em feminicídio de Mato Grosso e a tenente corornel Emirella Martins, coordenadora estadual do Programa de Policiamento Patrulha Maria da Penha da PMMT.
Também participam dos debates a mentora de Mulheres Empreendedoras e Especialista em Comportamento Humano, Kátia Arruda; a juíza Amini Haddad, que leciona na Faculdade de Direito da UFMT e é assessora da ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF); e a delegada da Mulher em Cuiabá, Jozirlethe Criveletto.
O primeiro evento será em Rondonópolis (214,6 km de Cuiabá), nesta terça-feira (24), das 13h às 17h, na Câmara Municipal. Depois serão contempladas as cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade, Cáceres e Chapada dos Guimarães.
Jacy Proença explica que as palestras objetivam “incentivar o debate e a conscientização de gestores públicos e da sociedade civil sobre a questão da violência contra a mulher”.
“Também queremos sensibilizar mulheres e homens acerca de uma convivência respeitosa, além de levantarmos as possíveis causas do aumento de casos de violência contra a mulher no Estado”.
Durante as palestras o público vai receber formulários onde serão coletados dados socioeconômicos que serão anexados a uma pesquisa que está em andamento sobre o tema. Para participar das palestras basta fazer a inscrição na Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social das cidades sede.
Feminicídio em Mato Grosso
Jacy Proença ressalta que Mato Grosso é o estado com maior taxa de feminicídio no país, com 3,6 casos a cada 100 mil habitantes. A maioria das vítimas tem idade de 19 a 44 anos.
Vale ressaltar que 59,6% dos homicídios contra mulheres são classificados como feminicídio. E que 81,5% dos assassinos são companheiros ou ex-companheiros das vítimas: 8,3% das mulheres foram mortas por outros parentes.
“A violência está generalizada, em maior índice a violência doméstica que atinge mulheres de diversas idades e das diversas camadas sociais; principalmente as mulheres pobres e pretas: 61,8%”, lembra a professora.
Sorriso é o município com maior taxa de homicídios contra mulheres (24,7%), figurando como o segundo no ranking nacional. Cuiabá aparece na lista com 8,5%. Cáceres e Vila Bela, cidades que vão receber o ciclo de palestras, se caracterizam por maior quantidade de crimes de violência física (54,5%) e estupro de vulnerável (13,9%).
“Precisamos mudar este quadro de violência contra mulher, preservando a integridade física de todas nós. Discutir a violência, suas causas e consequências, parece ser o principal caminho porque gera conscientização e isso contribui diretamente para baixar os índices criminosos. Mas vale lembrar que nosso objetivo maior é o respeito à vida e o fim da violência”, concluiu Jacy Proença.
Com Assessoria

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