Da Redação
A prefeitura de Cuiabá divulgou informações hoje (6) - após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a suspensão da decisão do desembargador Orlando Perri - que por sua vez decretou intervenção na Saúde da Capital, avisando que registrará um Boletim de Ocorrência sobre "sumiço de microcomputador e arquivos de processos revirados".
A "batalha" no setor - entre o Estado e a gestão na Capital, que já é pontual no meio político, deverá continuar.
Isso porque após a decisão do STJ, o Ministério Público Estadual, autor da ação que gerou a decisão de Perri, agora pede ao Tribunal de Justiça a realização de uma reunião, buscando "referendar a decisão de intervenção".
Vale lembrar que a inconstância nesse quadro está prejudicando o atendimento da saúde à população mais carente, que depende do SUS.
Segue informações divulgadas no final da tarde de hoje, via assessoria da gestão de Cuiabá:
Após divulgação que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a intervenção do Estado na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), funcionários do setor de Licitação e Contratos (LICON) da ECSP identificaram o 'sumiço' de um microcomputador e encontraram arquivos de processos revirados. Um Boletim de Ocorrência será lavrado sobre o caso.
Segundo o responsável técnico de licitação, Paulo Vitor, ele e outros servidores do setor saíram para almoçar, e quando retornaram, o microcomputador não estava mais no local.
"Antes do almoço tudo estava no lugar, quando retomamos do intervalo do almoço, por volta das 13h50, o microcomputador que eu uso não estava mais lá, e encontramos a sala revirada, com arquivos de processos espalhados ao chão", disse.
Uma ação coordenada pelo interventor, com escolta da polícia, foi realizada na Empresa Cuiabana de Saúde Pública. A equipe de intervenção permaneceu na unidade até o recebimento da notificação da decisão do STF, que suspendeu a intervenção do Estado na Saúde de Cuiabá.
Com a identificação da ausência do microcomputador, o co-interventor, Érico Pereira, nomeado pelo Governo do Estado, enviou ofício à ECSP, informando a remoção do equipamento.
No trecho do ofício ele justifica: "A remoção do microcomputador é para findar a análise e o relatório de intervenção".
Para a gestão municipal a justificativa do co- interventor é inverídica.
"O co-interventor fazia uso de um notebook particular no gabinete. O microcomputador que ele pegou nunca foi usado por ele, inclusive, o gabinete e o setor de Licitação e Contratos ficam longes. Ele removeu o computador específico do setor, atitude maldosa, que traz grandes prejuízos ao serviço, pois prejudica a execução do trabalho", ressaltou.
Uma funcionária do setor de Recursos Humanos, escutou barulho no setor de Licitação e Contratos. E outra servidora também observou um membro da equipe de intervenção com uma pasta de documentos na mão.
Após a equipe de intervenção deixar a unidade, servidores também identificaram arquivos revirados na sala da diretoria.
A equipe da ECSP ainda está apurando quais arquivos foram extraídos.

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