Rafaela Maximiano
“A vitória do presidente Lula vem num momento histórico e peculiar extremamente importante para o Brasil. Renova a confiança e a credibilidade na democracia e no Estado de Direito, o que vai impactar positivamente na vida das pessoas”. A opinião é do deputado federal reeleito Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB).
Diante do cenário de manifestações e bloqueios de rodovias contra o resultado das eleições presidenciais o parlamentar declarou não acreditar em uma intervenção militar.
“Até porque o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), já manifestou sobre o conhecimento da vitória do presidente Lula, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também já reconheceu, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu, o próprio vice-presidente que é o general Hamilton Mourão já reconheceu o resultado, membros do partido do presidente Bolsonaro já reconheceram o resultado. Vejo como atitudes isoladas por parte de alguns da extrema direita”.
Ele explica que é possível identificar pela maioria dos apoiadores de Bolsonaro uma manifestação de indignação, de revolta e de tristeza pela não vitória do candidato. “Vejo que os bloqueios são por parte de pessoas mais radicais que eu não classifico como bolsonaristas e sim de extrema direita. Estes sim estão defendendo uma intervenção militar a não aceitarem o resultado, a não aceitarem o rodízio de poder. A democracia tem duas características para sua existência que é o rodízio de poder e a possibilidade de oposição. Se cortar uma dessas duas acaba a democracia e é isso que algum desses mais extremistas estão buscando”.
Emanuelzinho pontua que se deve buscar uma solução pacífica para os bloqueios, principalmente para que não prejudique mais a vida das pessoas que precisam transitar pelas rodovias.
“Era esperado que houvesse uma revolta, mas não esperava que houvesse o cerceamento da liberdade das pessoas, de ir e vir. Acreditávamos que independente do lado que ganhasse as eleições, fosse do presidente Lula, fosse do Bolsonaro, o resultado das eleições fosse respeitada de forma democrática até porque os dois lados dizem que estão defendendo o Estado Democrático de Direito. Estamos vendo um retrocesso cívico histórico após um período relativamente regular e saudável de democracia”, declarou.
O parlamentar ainda pondera que o país possui um histórico de atitudes golpistas e a normalidade política e jurídica é uma exceção na história do nosso país. “Desde o período da proclamação da República nós vimos uma série de golpes, a exemplo do golpe de Marechal Deodoro da Fonseca em cima de Dom Pedro II, do golpe dos militares em João Goulart, o golpe parlamentar sobre a presidente Dilma Rousseff e outros”.
Sobre a transição de governo afirma: “espero uma transição segura do governo do presidente Bolsonaro para o governo Lula, e que a próxima gestão garanta os preceitos democráticos e a Constituição nos próximos quatro anos”, finaliza.
Em tempo, Emanuelzinho declarou apoio a Lula no segundo turno eleitoral - seguindo posição da nacional do partido. Seu nome é cogitado nos bastidores para desempenhar posição estratégica na bancada federal.

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