Da Redação
O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) quer explicações da ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, sobre denúncia de crimes sexuais contra crianças na Ilha de Marajó (PA).
Fávaro apresentou, na sexta-feira (14), requerimento para que a ex-ministra seja convidada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Ressalta que "a intenção é a de que ela esclareça as denúncias feitas, sem provas".
Senadora eleita pelo Distrito Federal, Damares apresentou o caso durante um culto realizado na cidade de Goiânia (GO).
Na celebração religiosa, que contava com a presença de crianças, Damares alegou que teria descoberto que crianças com idades entre 3 e 4 anos tinham dentes arrancados para facilitar a prática de sexo oral. Além disso, estas mesmas crianças seriam obrigadas a se alimentarem de comida pastosa para realizarem sexo anal com adultos. Em outro trecho do discurso da ministra, ela disse ter “descoberto” que na mesma localidade, nos últimos 7 anos, explodiu o número de estupros de recém-nascidos.
Ao apresentar o requerimento, Fávaro salientou que Damares não apresentou nenhuma prova das alegações e nem quais providências, enquanto ministra, tomou, para punir os responsáveis, o que era a obrigação dela. “De fato, as afirmações da ex-ministra causam preocupação e perplexidade, em especial porque pode se tratar de informações sigilosas às quais se teve conhecimento em razão do cargo público que ocupava”.
Desde que a fala de Damares se tornou pública, a ex-ministra foi questionada pelo caso e, até o momento, não esclareceu o caso. O Ministério Público Federal, inclusive, afirmou que em 30 anos nenhuma denúncia de tráfico internacional de crianças no arquipélago paraense mencionava as denúncias trazidas por Damares.
Por conta disso, o senador salientou que é preciso que a ministra esclareça as alegações, diga quais as providências tomou e apresente as provas que possui. “Caso suas declarações sejam inverídicas, foram usadas de forma política para ‘alimentar discurso de ódio e tumultuar o processo eleitoral’. E em caso de omissão do governo, a ex-ministra deve ser investigada por prevaricação”, disse Fávaro.
Com Assessoria

Ainda não há comentários.
Veja mais:
CNU2: resultado preliminar das vagas reservadas já pode ser consultado
PC confirma prisão de mulher acusada de integrar facção em MT
Operação da PM derruba garimpo irregular em zona rural
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
TJ: reserva para moradia não impede penhora em caso de dívida
Suspensão indevida do seguro: TJ manda indenizar por roubo
TJ decide: venda sob pressão anula contrato e gera indenização
O Agro além do Mito!
Os desafios do aluguel por temporada X falta de segurança e sonegação: o custo invisível para a sociedade
Exclusividade Fotográfica em Formaturas: Entre a Organização do Evento e os Direitos do Consumidor