As nuances da política por vezes costumam surpreender.
"O povo costuma esquecer rapidamente os acontecimentos". Ledo engano..
As últimas tratativas que costuram projeto de oposição ao Governo do Estado - contrapondo o plano à reeleição do governador Mauro Mendes (UB), passam pela análise de especialistas na arte da política - e também na seara do que poderá revelar as urnas em outubro.
Ocorre que a população acompanha mais do que parece, está "ligada" e também um tanto insatisfeita no aspecto geral - especialmente em relação ao turbilhão de impostos que ceifou nos últimos anos alegrias à mesa da camada pobre - campo comparativo ao país, estados e municípios.
Se o poder da máquina pública e seus atuais resultados é capaz de superar tudo isso, é a questão.
Em tempo, e por que não lembrar, Mato Grosso tem na memória dois eventos inesquecíveis:
- Em 2016, a desistência de Mauro Mendes na disputa à reeleição ao comando da prefeitura de Cuiabá, perfez a construção de última hora de um líder de chapa - sendo o então deputado estadual Wilson Santos o escolhido. O Governo Pedro Taques veio junto, e a vitória, contra muitas apostas à época, foi do atual prefeito Emanuel Pinheiro.
- Em 2018, o governador Pedro Taques perdeu a disputa à reeleição, amargando o terceiro lugar na corrida vitoriosa de Mauro Mendes - sendo o primeiro governador da história de MT a perder uma reeleição.
Assim, o nome do senador Carlos Fávaro (PSD) nas articulações com o grupo da oposição - se for confirmado como candidato na corrida à chefia do Palácio Paiaguás - sede do Governo do Estado, no mínimo cria um ambiente de forças políticas "equiparadas" às Eleições 2022.
"Humildade é virtude dos sábios", diz o ditado..