Praia no rio Cuiabá
Os editoriais pontuarão uma análise de “recortes” de temas atuais, relacionados ou não à política – a título de contribuição à sociedade acerca da necessidade de se pensar sobre a responsabilidade que todos temos com o mundo, meio e o futuro.
Lembrando que esse veículo – não cobrindo diretamente as Eleições 2026 – segue projeto em andamento visando novo conceito de Comunicação.
Vamos lá!
Quando se fala de “praia” a maioria das pessoas pensa no lazer e momentos de alegria – mas e quando o assunto nos remete ao confronto do “custo da natureza”.
Explico: uma proposta do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que inclui criar trechos de praia às margens do rio Cuiabá – foi criticada pelo adversário na corrida ao comando do Palácio Paiaguás, Wellington Fagundes (PL).
Wellington assinalou que “a recuperação da região exige um projeto integrado de desenvolvimento urbano e preservação, em vez de intervenções diretamente na margem do rio”.
A ideia da "praia", rebatida por Fagundes, se deu na promessa de Pivetta com a gestão do município sobre um projeto à Orla do Porto/revitalização da área – na Capital.
Em contrapartida - Wellington destacou “proposta que prevê interligar o Cais do Porto à margem direita do Rio Cuiabá por meio de uma ponte exclusiva para pedestres e criar uma conexão até o Parque de Exposições Jonas Pinheiro”.
Sem adentrar no cerne dessa questão – vamos nos ater ao principal: o rio Cuiabá merece mais intervenções ou planejamento aliado à preservação?
APP / MP-MT
Oportuno frisar que em 2010, o Ministério Público Estadual (MPE) fez amplo trabalho contra a “supressão da vegetação nativa de Áreas de Preservação Permanente (APP) – que é proibida”.
No período, observou que a legislação estabelece algumas exceções, como nos casos de utilidade pública, interesse social e baixo impacto – desde que estivessem “devidamente autorizados pelo Poder Público” (trecho de informações divulgadas à época pela assessoria do MP-MT.
Penso que deveria ser ampliado o que se vislumbra como APP no curso/margem do rio Cuiabá.
O futuro
Então gente, é simples! Para cada proposta – há de se avaliar o reflexo de uma iniciativa – seja qual for.
O meio ambiente pede socorro urgente, ou as próximas gerações poderão amargar a implacável reação da natureza. Já pagamos um pesado preço com o aquecimento global, sem esquecer do impacto na biodiversidade.
Afinal, ao que parece - MT tem caminhado a passos de tartaruga nesse sentido.