Martírio da água em VG
Assunto sempre em pauta: distribuição de água, principalmente em se tratando de Várzea Grande, segundo município de Mato Grosso com 318,9 mil habitantes (IBGE 2025) - em termos de população.
Isso não é novidade para quem mora em VG - cidade marcada ao longo do tempo pela escassez - que se torna uma "tortura" para a população.
Detalhe: a prefeita Flávia Moretti foi eleita em 2024 com essa principal bandeira. Prometeu solucionar o problema. Até hoje não conseguiu.
Em julho desse ano, Estado, Tribunal de Contas (TCE-MT) e Ministério Público Estadual (MPMT) - e a gestão de VG - assinaram um TAC - Termo de Ajustamento de Conduta - prevendo nesse acordo a "Aliança pela Água" na Cidade Industrial - e projeção de investimento do Governo de MT de R$ 60 milhões com objetivo de "ampliar a capacidade de distribuição".
Leia abaixo trecho de matéria publicada pelo Diário de Cuiabá.
Em que pese informações divulgadas pelo Executivo municipal de que a Aliança pela Água ampliou o abastecimento e beneficiou 128 mil pessoas - quando se conversa com moradores - é só reclamação!
Na região central - por exemplo - nada mudou e até piorou.
Tem semana que a água na torneira é tão fraca que não sobe na caixa. Além de ser de forma alternada - poucas horas e dias.
Lembro de uma coletiva da prefeita no início de seu mandato - quando falou sobre o estudo para concessão privada do DAE - Departamento de Água e Esgoto - em até dois anos. E 2026 está a pouco mais de três meses para findar...
Desde o passado em administrações do município - considerando o PAC -Programa de Aceleração do Crescimento - até hoje, água em VG é sinônimo de "martírio".
O investimento para solucionar a crise pode chegar a R$ 3 BILHÕES - distante dos R$ 60 milhões da Aliança...
Confira trecho de matéria publicada pelo Diário de Cuiabá (reporter Joanice de Deus - em 14 de Agosto de 2026 - com o título "VG precisa de até R$ 3,2 bilhões para universalizar água e esgoto".
"Várzea Grande precisará investir entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões para reorganizar um sistema de saneamento, marcado por décadas de deficiência e alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto.
O planejamento traçado para o município se estende pelos próximos 34 anos, até 2060, dando a dimensão do passivo acumulado na segunda maior cidade de Mato Grosso.
Os números fazem parte do estudo técnico elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e apresentado, durante audiência pública promovida pela Prefeitura, na noite de quarta-feira (12), para discussão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB)."