Da Redação
O Sintep-MT - Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado analisará a possibilidade - na próxima semana - de não acatar a decisão do Governo do Estado de retornar às aulas - no modelo híbrido no dia 3 de agosto.
Em comunicado, nesta sexta-feira, o sindicato acentua a posição dos representantes da classe de só retornar às atividades (presenciais), como propõe o Estado, após vacinação de 100% dos trabalhadores da Educação.
A assembleia do Sintep está marcada para o dia 2 de agosto.
Vale lembrar que o Governo pontua - conforme assessoria da Secretaria de Educação (Seduc) - que "as aulas na rede estadual de ensino de Mato Grosso serão retomadas, na modalidade híbrida, no dia 3 de agosto". Acentua ainda - em trecho divulgado - que a "Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) esclarece que a rede possui todos protocolos de biossegurança e planos de contingência necessários para garantir o retorno seguro".
Confira na íntegra o comunicado do Sintep-MT:
Assembleia Geral da categoria delibera na próxima semana se assume o risco ou permanece em aulas remotas.
Com um percentual próximo a 15% da população imunizada (duas doses ou dose única de vacina) contra a Covid-19, em Mato Grosso, o governo do estado manifesta segurança para retomar às aulas presenciais na rede estadual.
Por decreto governamental fica estabelecido que a partir do dia 3 de agosto, 50% dos estudantes retornarão para as escolas estaduais, algo em torno de 350 mil pessoas voltando a circular no estado.
Para o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep/MT) a ação do estado é irresponsável e tenta imprimir a normalização do quadro de contaminação e mortes pela Covid-19. Entre as incoerências do governo, o Sindicato cita o termo que deverá ser assinado pelos pais e responsáveis, se responsabilizando por deixarem os filhos na escola.
Todos os questionamentos, assim como encaminhamentos das redes municipais estarão em debate nos dias 31 de julho e 2 de agosto. Data em que Sintep/MT realizará o Conselho de Representantes e Assembleia Geral, respectivamente, para definir o posicionamento dos trabalhadores da educação, frente à imposição do governo.
“O estado registrou pelo menos 15 municípios com risco alto de contágio. E, apesar da queda lenta e gradual no número de internações e mortes, com a vacinação, o retorno das aulas de maneira homogênea, no estado, poderá trazer mais transtornos do que benefícios para os estudantes”, destaca o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira.
Para o dirigente, existem municípios em que os índices de imunização dos profissionais da educação e da própria população aliviam o risco, pois a segurança sanitária foi alcançada com 70% da população imunizada – como orientam os órgãos de Saúde. Contudo, essa não é a realidade em todo o estado.
“Mato Grosso figura no primeiro lugar do ranking nacional por mortes em decorrência da Covid-19. Foi registrado a circulação da variante Delta (alto índice de contágio). E mesmo diante desse cenário minimiza a pandemia, mesmo diante de 12 mil óbitos e alta da taxa de ocupação de UTIs. É muito grave”, assevera Valdeir.
Além do quadro epidemiológico, o Sintep/MT destaca entre as ameaças outras medidas adotadas pelo governo Mauro Mendes na pandemia. “O governo menospreza as tentativas de diálogo encaminhadas pelo Sindicato, com mais de 12 ofícios protocolados e ignorados; desconsidera com atos e palavras o trabalho remoto executado pelos professores; e tenta, numa atitude aligeirada e equivocada, trazer para o senso comum a ideia de que o retorno presencial dos estudantes assegurará a qualidade pedagógica e o direito à educação", conclui.
Fonte:Assessoria/Sintep-MT

Ainda não há comentários.
Veja mais:
Colapso Teocrático
TJ impede descredenciamento irregular de laboratório
Empreender no Paraguai
Dívida paga: Justiça condena Banco por manter bloqueio judicial
INSS executa nova faixa de benefícios em fevereiro; veja valores
TJ assevera: companheira de PM mantém direito à pensão
O silêncio como método
Sesp: Operação integrada apreende 500 kg de cocaína em MT
Terreno não entregue: TJ manda devolver 100% a comprador
Lula diz que salário mínimo é baixo, mas aponta importância de direito